Peguei o uber as 7h da manhã na sexta-feira para pegar um voo para São Paulo, essa seria minha segunda Bienal do Livro e dessa vez, com uma programação cheia de trabalhos com uma parceria com o Submarino que levou o Pausa Para um Café (sim, afinal somos um só), para cobrir o evento em suas redes sociais.

Confesso que esperava uma semana muito legal onde poderia rever os amigos que não são de Curitiba, encontrar inscritos e estar ainda mais perto de algo que eu amo tanto: os livros. Porém, a experiência foi muito mais incrível do que eu esperava.

Apesar do cansaço de 9 dias de feira, a sensação de estar rodeada de pessoas que estão em um lugar pois gostam da mesma coisa que você, faz aquela Anna pequetita que se escondia na biblioteca do colégio para ler, se sentir parte de algo que ela nunca achou fazer parte.

Trabalhar com literatura sempre foi um sonho impossível que com o Pausa Para um Café não estava mais tão longe, para a menina que começou a ler com Turma da Mônica e tinha Alice no País das Maravilhas como sua primeira leitura, encontrar pessoas que te contam como gostaram da leitura que você indicou, ou que se interessaram por italiano por algo que você mostrou em seu canal, faz tudo valer a pena.

Aquela voz que diz “será que não é hora de desistir, isso não vai dar em nada” se torna inaudível. Não existe e é abafada por aquelas outras que gritam “você já leu esse livro? eu amei a protagonista”, “esse autor escreve muito bem”, “você precisa ler esse livro, é o meu preferido”.

Eu não gosto quando dizem que a leitura é um ato solitário,  e quem diz isso devia ser soltado em um domingo de bienal no meio da feira para notar quantas amizades e encontros podem ser proporcionados pela leitura. Os livros são uma ferramenta que nos movem e transportam, seja me levando de Curitiba pra São Paulo, ou deixando mais perto pessoas queridas que escrevem histórias que mudam nossa vida.

Com a voz rouca, uma gripe que me pegou de jeito e uma dor nas costas (afinal não sou mais tão jovem), volto da bienal com o espirito renovado e uma vontade de escrever que não cabe mais em mim. Prometi que até a próxima bienal, escreverei algo mesmo que seja apenas para mim.

As palavras não nasceram para ficar pressas em nós.

 

Obs: obrigada Submarino por toda essa experiência incrível!