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Hoje vamos falar o porque Bocaccio e Virgílio são importantes pra Divina Comédia e se é a leitura desses poetas nos influencia na leitura da Divina Comédia.

Vamos falar hoje sobre Boccaccio e Virgílio, e sim, essas duas pessoas são importantes para a Divina Comédia. Virgílio antes, Boccaccio Depois… Mas vamos explicar isso direito.

Virgílio foi um poeta romano clássico, autor de três grandes obras da literatura, as Éclogas (ou Bucólicas), as Geórgicas, e a Eneida.

Virgílio teve uma influência ampla e profunda na literatura ocidental, mais notavelmente na Divina Comédia de Dante, em que Virgílio aparece como guia de Dante pelo inferno e purgatório. E é por isso que a Eneida é importante aqui. Dante leu Virgílio, ele se influenciou pela sua escrita e escolheu esse poeta para ser seu guia na Commedia.

Virgílio já era ilustre pelas suas Bucólicas (37 a.C.), um poema pastoril, e Geórgicas (30 a.C.), um poema agrícola. Então, o imperador Augusto encomendou-lhe a composição de um poema épico que cantasse a glória e o poder do Império Romano. Um poema que rivalizasse e quiçá superasse Homero, e também que cantasse, indiretamente, a grandeza de césar Augusto.[1] Assim Virgílio elaborou um trabalho que, além de labor lingüístico e conteúdo poético, é também propaganda política.

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Virgílio terminou de escrever Eneida em 19 a.C.. A obra estava “completa” mas ainda não estava “pronta” segundo o seu criador. Virgílio gostaria ainda de visitar os lugares que apareciam no poema e revisar os versos dos cantos finais. Mas adoeceu e, às portas da morte, pediu a dois amigos que queimassem a obra por não estar ainda “perfeita”. O grande poema, já conhecido de alguns amigos coevos, não foi destruído – para nossa felicidade e fortuna literária. Sem a epopeia virgiliana, não teríamos por exemplo O Paraíso Perdido, Os Lusíadas, dentre outros grandes clássicos da literatura mundial como a Divina Comédia.

Giovanni Boccaccio (Florença ou Certaldo, 16 de junho de 1313  — Certaldo, 21 de dezembro de 1375) foi um poeta e crítico literário italiano, especializado na obra de Dante Alighieri

Ao ler “A Comédia”, de Dante Alighieri, ficou tão fascinado que a renomeou de “A Divina Comédia“, título com que a obra seria imortalizada. Considerado pelos seus contemporâneos florentinos uma autoridade sobre Dante, o governo da cidade convidou-o, em 1373, a fazer uma leitura pública da Divina Comédia. Se bem que haja poucos registos, crê-se que Boccaccio fez apenas cerca de 55 palestras, pois a doença obrigava-o a interromper a apresentação no Canto XVII do Inferno[2]. Nunca conseguiria terminar o projecto, mas o texto com os seus comentários ficou para a posteridade: Esposizioni sopra la Comedia di Dante. Boccaccio foi autor de uma das primeiras biografias de Dante, o Trattatello in laude di Dante, também conhecido como Vita di Dante.

Epero que vocês gostem e possam aproveitar para conhecer um pouco mais sobre as outras obras do poeta.

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