A perseverança na ficção

Na terceira postagem sobre Janeiro Branco, quero usar algumas temáticas da cultura nerd no geral para falar sobre perseverança. Não há spoilers, fique em paz!

Por que lutamos? O que nos motiva a continuar depois de uma derrota? Aposto que são perguntas que já passaram pela sua cabeça. Seja nos livros, jogos, filmes ou outras mídias que consumimos, essa narrativa é muito recorrente e fascinante.  A persistência é a capacidade de continuar respondendo com os mesmos comportamentos mesmo quando estes não est]ao sendo reforçados, em outras palavras, é continuar tentando o mesmo objetivo, de forma inteligente, mesmo havendo repetidos fracassos. Quando digo “inteligente”, é porque faço a distinção entre perseverança e persistência, pois esta nos da a impressão de continuar tentando as mesmas estratégias mesmo quando se mostram infrutíferas e, enquanto àquela, nos da a impressão de diversas abordagem para uma mesma situação.

Essa semana foi apresentado o décimo primeiro capítulo cronológico da franquia Mortal Kombat, uma das minhas preferidas. Nós vemos aqui lutas reais, mas quero pegar o sentido figurado da narrativa para abordar brevemente. Os Deuses Ancestrais criaram o Mortal Kombat visando impedir a invasão das diferentes realidades apresentadas na história, logo, a maior motivação dos “kombatentes” é defender sua própria vida e a de milhares de pessoas. Eles perseveram mesmo com a morte (via de regra, brutal) de seus companheiros. De um ponto de vista mais mecânico, Dark Souls apresenta a mesma sensação distinta de perseverança, pois os desafios colocam tudo que você aprendeu à prova e você percebe que, quando é derrotado, na maioria esmagadora das vezes, p deslize foi seu. Então, você se levanta da fogueira e tenta de novo, lapidando cada vez mais sua aprendizagem, tentando estratégias diferentes até alcançar seu objetivo.

Não quero que você leia isso e pense em textos de autoajuda. Eu não suporto textos de autoajuda. Pra mim, não passam de um jeito fácil de autores ganharem dinheiro generalizando a saúde mental. A perseverança não é uma qualidade que você escolhe ligar ou desligar como um interruptor. Parafraseando Mestre Yoda “Faça ou não faça, não existe tentar”. Não existe pessoa “meio perseverante”. Muitas vezes nos encontramos sem energia para continuar e isso é compreensível. Nem tudo vale a pena e nem tudo deve ser um peso nas suas costas, é uma questão de equilíbrio na força.

Uma pesquisa de 2018 intitulada “‘Give-up-itis’ revisited: Neuropathology of extremis“ conclui que nós podemos morrer apenas por desistir de lutar. O artigo evidencia que uma pessoa, após ter o que chamam de expressão clínica de derrota mental, vai definhando mesmo sem nenhum problema físico aparente. O desenvolvimento do quadro ser agrava com o desequilíbrio dos níveis de dopamina no corpo e, após alguns estágios examinados, a pessoa pode vir ao óbito. Percebe o quão longe pode chegar a palavra “desistir”?

Para terminarmos em uma nota positiva e responsável, a perseverança, como escrevi anteriormente, não é uma questão de seguir tentando cegamente. A perseverança se trata de saber como tentar, quando tentar, onde tentar, por que tentar, etc. É saber desistir na hora certa, contudo, saber que há novas possibilidades e novas batalhas a serem travadas. A perseverança, como todas as outras habilidades que apresentamos, é definida por treino. Não é em uma ou outra ocasião, são várias que formam o hábito.

Para saber mais sobre a campanha Janeiro Branco, acesse o link abaixo: https://janeirobranco.com.br/

 

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Anna Schermak

Anna Schermak

26 anos, Curitibana, Formada em Marketing. Criadora do Pausa Para um Café e Social Media na maior parte do tempo. Apaixonada por cachorros, cafés e bons livros.

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