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É incrível como uma série que comecei a assistir quase sem querer, não sabendo praticamente nada do que se tratava se tornou uma das melhores que assistir esse ano, e hoje eu compartilho com vocês essa experiência maravilhosa.

Pega o café e vamos falar de Outlander!

Essa é uma adaptação dos livros de Diana Gabaldon, exibida desde 2014 e já conta com duas temporadas completas, e com pelo menos mais duas garantidas pelo canal americano Starz. Aqui no Brasil, recentemente o Netflix, começou a exibir a primeira temporada. Não sabemos se a segunda será exibida por eles, mas espero e acredito que sim.

Resumindo o máximo que posso a sinopse, Outlander começa contando a história de Claire Randall, uma enfermeira inglesa que esteva em serviço na Segunda Guerra Mundial, e após o fim desse período tenta recuperar o casamento com o acadêmico Frank Randall. Os dois vão até a Escócia para o que deveria ser uma segunda lua de mel e uma tentativa de ter filhos, e para que também Frank pudesse fazer algumas pesquisas históricas.

A cidade onde se hospedam, Inverness, é repleta de mitos e superstições acerca da história e Frank ver a oportunidade de estudar sobre seus ancestrais. Numa das pesquisas e excursões Claire e Frank encontram uma colina com blocos de rocha onde um grupo de mulheres conhecidas como Druidas, realizam um ritual de saudação a natureza e as almas dos antepassados. Eles presenciam um desses rituais e no dia seguinte encantada pelo local e pelas espécies de plantas e flores, Claire resolve voltar para colher uma amostra. Lá percebe que um certo mistério ronda o local e atraída por isso ela se deixa levar até o bloco de rocha, e quando encosta suas mãos acontece algo estranho e ela acorda em 1743 numa Escócia violenta, onde clãs escoceses estão em guerra com o exército britânico.

No princípio Claire pensa que ainda está em 1947 e tenta retorna até a cidade. É quando ela encontra com montanheses e soldados se enfrentando. No meio disso se depara com um soldado muito parecido fisicamente com Frank. Ela o confunde com seu marido, mas esse soldado na verdade é Capital Randall (Jack Black Randall) um ancestral de Frank. Claire percebe rapidamente que ele é outra pessoa e tenta fugir, porém é impedida por ele. Logo depois ela é “socorrida” por jacobitas membros do clã Mackenzie. Seus “salvadores” na verdade a levam como prisioneira para o castelo do líder do Clã. Nessa empreitada e entre esses homens ela conhece o montanhês Jaime Fraser, que devido ao confronto teve alguns ferimentos, e como enfermeira, ela o ajuda a se recuperar. Desde o início os dois tem uma simpatia mútua e se tornam amigos, o que vem a ser depois um romance profundo e que ditará as ações deles e de alguns personagens da trama.

Por ser inglesa e devido ao seu conhecimento intrigante sobre alguns fatos ela é tratada com hostilidade e desconfiança, pois todos acreditam que seja uma espiã dos Britânicos. O líder dos Mackenzie, Colum, a mantém como “convidada” a colocando como curandeira oficial do castelo, depois de constatar suas habilidades como tal.
A partir daí, Claire se ver em um país estranho, sobretudo em uma época estranha, com pessoas violentas e tenta de tudo para escapar dos seus raptores e retornar à sua vida com Frank.

Não posso passar desse ponto sem soltar spoilers, pois se tem uma coisa que essa série traz é muita surpresa, e o objetivo aqui não é estragar a experiência de ninguém, não é mesmo?! Só posso dizer que Outlander é uma série inteligente com um enredo riquíssimo, todos os personagens são peças importantes na história, tudo se encaixa e apesar de ter como elemento “central” a viagem no tempo e a história de Claire e Jaime, engana-se quem pensa que é uma série boba sobre uma donzela presa em um castelo que se apaixona por um jovem nativo. A história de amor deles é incrivelmente bem construída, intensa e nada sacal. A química e a cumplicidade deles é uma das características mais marcantes da trama.

A primeira temporada é bem focada na Claire e na adaptação dela no século XVIII. O interessante disso é que se no tempo presente, que são os anos pós Segunda Guerra, a sociedade cultuava o padrão social para as mulheres (e ainda se cultua, infelizmente, mas com alguns avanços notórios), imagina 200 anos antes? E a Claire é uma mulher independente, segura de si e do seu papel, e essa figura é impactada pela realidade social do século XVIII, onde homens reinavam e as mulheres eram vistas como subordinadas. Esse panorama é muito bem abordado na série, e é uma característica importantíssima da personagem, pois além de ser vista como uma espiã inglesa é também vista como uma mulher muito “atrevida” e “incomum”.

Já a segunda, é bem focada nas questões políticas daquela época, sobre a guerra que viria a ser travada entre Escoceses, Britânicos e Franceses, mais precisamente sobre a Batalha de Colloden, que segundo a História é confronto final entre o exército inglês e os rebeldes jacobitas.

Do elenco principal Caitriona Balfe faz a Claire, Sum Heughan faz o Jaime e Tobias Menzies faz o Frank e o Capitão Randall. E tenho que destacar a Caitriana e o Tobias, pois suas performances são espetaculares. Caitriana consegue fazer o espectador perceber a diferença da Claire de 1947 para a Claire que foi “jogada” em 1743, ela se adapta a cada nova colocação e ambientação diferente da personagem. E Tobias está simplesmente incrível como Jack Black Randall. Como Frank ele é um homem amável e benevolente, já Capitão Randall é uma criatura assustadoramente nojenta e cruel. A perversidade das atitudes desse personagem e as insanidades de sua mente são responsáveis por cenas completamente perturbadoras no fim da primeira temporada.

Por fim, fiquei encantada com Outlander, a proposta de misturar ficção e magia com fatos histórico reais resulta em uma série muito bem desenvolvida e criativa. Não li os livros que deram origem, mas é preciso dar mérito à autora da obra, Diana Gabaldon por criar essa história e aos produtores da série por dar tangibilidade à ela com todo o trabalho de cenário e ambientação, o figurino, o elenco, a fotografia, de forma tão caprichada. Já estou ansiosa pela terceira temporada.

Recomendo sem medo!

Formato: Série
Gênero: Drama, romance, fantasia
Duração: 50 min.
Criador(es): Ronald D. Moore, baseado nos livros de Diana Gabaldon
País de origem: Reino Unido, Escócia
Idioma original: inglês
Exibição: Emissora de televisão original Starz
Transmissão original: 9 de agosto de 2014 – presente
N.º de temporadas: 2
N.º de episódios: 29

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