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Especial Mês da Mulher: Leia Socorro Acioli

Especial Mês da Mulher: Leia Socorro Acioli

Especial Mês da Mulher: Leia Socorro Acioli

Para o Especial de hoje nós vamos falar sobre a vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura Infantil de 2013, a autora que está na lista de uma das maiores bibliotecas do mundo, a Biblioteca Pública de Nova York, com um dos melhores livros para adolescentes de 2016, e que recentemente foi indicada ao LA Times Book Prizes na categoria Young Adult Literature.

Vem conhecer um pouco mais da Socorro Acioli.

Ela é cearense, jornalista, mestre e doutora em estudos de literatura pela Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Foi bolsista da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique e aluna de Gabriel García Márquez, ganhador do prêmio Nobel, na oficina Como Contar um Conto, em Cuba.

Escreveu seu primeiro livro quando ainda era uma criança, com apenas oito anos, isso mesmo, você não leu errado, ela só tinha oito anos quando publicou O Pipoqueiro João (1984). Voltou a escrever na faculdade e tem em seu currículo, uma obra adaptada, dez traduções, dois ensaios biográficos; um ensaio sobre literatura; 15 livros infantis; quatro juvenis; e um adulto.

Além desse currículo maravilhoso ela também escreve crônicas e algumas resenhas de livros para um jornal aqui de Fortaleza, e foi daí que comecei a me interessar pela sua escrita e pela sua obra.

Já até resenhei um livro dela aqui no blog, A Cabeça do Santo, que já foi traduzido para americanos e britânicos, e em breve para franceses. E é esse mesmo livro que está na lista da Biblioteca Pública de Nova York e que também é finalista do LA Times Book Prizes. Como citei acima. Não preciso nem me demorar falando dele, já que tem resenha disponível. É só vocês conferirem, ok?!

O prêmio Jabuti veio com o cordel Ela tem os olhos de céu (2012), que dentro das limitações narrativas do gênero conta a história de Sebastiana, uma menina que ao nascer trouxe consigo a dádiva de fazer chover. Quando ela chora, o “céu chora” junto e a cidade de Santa Rita do Norte fica em polvorosa com esse fenômeno. Essa é uma história baseada nas lendas antigas que avó da autora contava e que ela “adaptou” da maneira mais pura e cheia de sensibilidade.

Em A Bailarina Fantasma (2010 e relançado pela Seguinte em 2015) Socorro usa como cenário o Theatro José de Alencar, uma das construções mais antigas de Fortaleza, e traz a história de Anabela que passa as tardes no interior do teatro, enquanto seu pai trabalha como Arquiteto coordenando uma obra para restaurar as características de quando foi inaugurado em 1910. E para a sua surpresa, ela consegue ver e conversar com uma bailarina translúcida e vestida de azul. Como Anabela é a única que pode vê-la, a bailarina fantasma começa a “persegui-la”, deixando Anabela apavorada e ao mesmo tempo intrigada, querendo saber quem é a tal bailarina.

Além dessa mistura de fantasia e realidade, esse livro traz com muita delicadeza questões sobre amizade, comprometimento, esperança, saudade e amor.

O que me impressiona e me maravilha é que a escrita da Socorro, com toda sua simplicidade, é passada de uma maneira tão sensível, tão poética que é impossível, mesmo não sendo o público alvo, não se apaixonar por suas histórias. Ao mesmo tempo que ela adota em seus personagens uma sensibilidade única e uma certa misticidade em suas histórias, eles não parecem irreais, intangíveis. Eles são compostos e descritos de uma maneira humana e intrínseca.

Fico muito feliz que a Socorro Acioli esteja conquistando o reconhecimento que lhe é de direito, e espero que essa minha pequena contribuição sirva para despertar o interesse de vocês pela obra dela, pois sendo um das minhas escritoras/cronistas favoritas da atualidade, é ela que indico para os adolescentes e jovens (e para adultos também) que querem começar a ler boas histórias que exploram o cenário e a linguagem regional de uma forma delicada e muito rica.

Boa leitura!

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2 Comments

  • 7 meses ago

    Nossa que trajetória maravilhosa e eu simplesmente não conhecia! Acho importante esse reconhecimento, até porque há muita desigualdade de genero até mesmo na literatura.
    Há tanta gente talentosa que a gente simplesmente desconhece!
    Adorei o post, combinou perfeitamente com o mês da Mulher.
    Beijos!

    • Nayane Moura
      7 meses ago

      Concordo com vc Dai a desigualdade na literatura ainda existe, infelizmente. O reconhecimento de autoras como a Socorro é sempre algo a ser celebrado e compartilhado.
      Fico feliz que tenha gostado do post e espero que tenha despertado o interesse pelos livros dela, que são maravilhosos.

      Obrigada e boa leitura! :*

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