Para-Minha-Amada-Morta

Recebi na semana passada um email da Genco Assessoria e Comunicação apresentando o filme “Para Minha Amada Morta” e me convidando a assistir. Além do título, algo me chamou muito atenção: O filme é de um diretor Aly Muritiba, um dos idealizadores e diretores artísticos do OLHAR DE CINEMA, Festival Internacional de Curitiba.

Nas palavras do diretor Aly Muritiba Solidão, melancolia, ciúme, sentimentos universais e atemporais, palavras fundamentais para se abarcar a natureza humana em sua totalidade, eis alguns dos temas tratados no drama psicológico Para minha amada morta.”

Essas palavras descrevem bem o filme que começa com um ar solitário e ganha uma tensão sufocante cada vez mais próximo do fim. Em uma narrativa que conta a história de Fernando, um homem de trinta e poucos anos que precisa levar a vida adiante, cuidando do filho pequeno após a morta de sua esposa.

No começo do filme a falta de trilha sonora nós segura pela mão para mostrar a tristeza do homem que todas as noites arruma as coisas de sua amada morta e aprende a lidar com o adeus  mas um dia ele encontra uma fita VHS que mudará tudo.

 

O longa foi premiado no 48º Festival de Brasília nas categorias de melhor direção; melhor ator coadjuvante, para Lourinelson Vladmir; melhor atriz coadjuvante, para Giuly Biancato; melhor direção de arte, para Monica Palazzo, e melhor montagem, para João Menna Barreto. Além de ser eleito como melhor filme pelo júri da crítica.

E é claro que o filme não podia decepcionar, você percebe no desenvolvimento da história a mudança de personalidade que acontece de forma sábia nos personagens, sem fazê-los perder sua essência. No fundo eles continuam os mesmos, mas aqueles acontecimentos vão mostrando seus melhores e piores lados. O roteiro ousa em fazer quem assiste o filme duvidar da índole do protagonista, que para mim é o destaque do filme.

Fernando Alves Pinto, que já apareceu em filmes como “Nosso Lar” e “Dois Coelhos”, mostra seu melhor lado. Ele está a vontade com o personagem e abraça a causa daquele marido com o coração em frangalhos. Sua atuação chega ao ápice na cena onde o embate final acontece. Sua elegância em trabalhar o terror psicológico é feita com sabedoria e mostra como Aly Muritiba conseguiu conduzir o filme com sensibilidade, mesmo nos momentos mais cruéis.

Se você é de Curitiba, vai identificar várias locações. Eu me surpreendi ao ver a escola onde estudei todo o ginásio em duas cenas do filme.

Aprendi com “Para Minha Amada Morta” que existem muitas coisas que fazemos por amor, mas a maioria delas, e mesmo aquelas que no início parecem sem fundamento, aos poucos se tornam legítimas e se justificam com apenas uma frase.

Sobre o diretor:

Aly Muritiba: Roteirista, produtor e diretor cinematográfico, Muritiba já dirigiu 8 curtas metragens, um telefilme e um longa-metragem coletivo, com os quais já conquistou mais de 100 prêmios em festivais de cinema. Suas principais realizações são os curtas A Fábrica (vencedor de mais 60 prêmios em festivais nacionais e internacionais, nominado ao OSCAR 2013), Pátio (vencedor do É Tudo Verdade, e selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes), A Gente (vencedor do DOK Leipzig 2013) e Tarântula (selecionado para mostra competitiva do festival de Veneza em 2015).
Seu roteiro de longa metragem Para minha amada morta ganhou o Global Filmaking Award do Sundance Institut em 2013.

o-homem-que-matou-a-minha-amada-morta_t110394_png_290x478_upscale_q90Ficha Técnica:
[Brasil, 2015, 113 min.,drama]
Roteiro e Direção: Aly Muritiba
Elenco: Fernando Alves Pinto, Lourinelson Vladmir, Mayana Neiva, Giuly Biancato, Vinicius Sabbag e Michelle Pucci
Produtores: Antônio Junior, Marisa Merlo, Aly Muritiba
Direção de Arte: Monica Palazzo
Direção de Fotografia: Pablo Baião
Montagem: João Menna Barreto
Trilha Sonora: Ruído por milímetro
Gênero: drama
País: Brasil
Ano: 2015
Duração: 113 minutos
Produzido por: Grafo Audiovisual
Distribuidora: Vitrine Filmes

Bom Filme!

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