Estava procurando uma playlist com clipes de riot grrrls para me recordar de artistas que há tempos não ouvia. O objetivo era simples: não esquecer dessas mulheres incríveis e inspiradoras que surgiram no cenário punk dos anos 90. O que me surpreendeu durante esta busca, foi conhecer um novo tipo de riot grrrls: as millenials riot. Eis que me deparei com uma artista do underground britânico chamada GIRLI.

Com uma vibe típica dos anos 90, mas com um visual moderno e – bem… – millenial, GIRLI e seu cabelo rosa aborda sem rodeios temas como feminismo, bissexualidade, sexismo e questionamentos políticos – tudo isso enquanto não deixa de ser o que é: uma jovem millenial que vive em um mundo em que todos estão conectados.

Em seu instagram (@GIRLImusic), a artista, cujo nome de batismo é Milly Toomey, posta fotos sem maquiagem e está constantemente comentando sobre aceitação de seu corpo, criticando a ditadura da beleza e fazendo questão, entre milhares de fotos de caretas, de mostrar que é gente como a gente.

Um de seus maiores e controversos hits (Girls Get Angry Too) recebeu um backlash enorme por pessoas que acabavam encontrando o clipe por acaso. A mensagem da música? Além de dizer ipsis litteris “queimem seus sutiãs e não depilem o sovaco, eu não quero ter filhos, não preciso de homens para me salvar”, GIRLI questiona a abordagem dos gêneros e por que mulheres precisam ser sempre tão passivas.

Sim, mulheres também ficam nervosas e é com essa repetição robótica que mistura PC MUSIC com eletro riot que GIRLI prova ao que veio e, principalmente, mostra que a onda riot grrrl não morreu – apenas se reinventou e atualizou seu contexto no cenário atual. Que muitas GIRLIs continuem espalhando críticas e levantando questões sexistas, enquanto usam filtros do snapchat para falar de feminismo e mostrar que somos muito mais que bonecas frágeis.

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