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Palahniuk brinca com o erotismo em “Climax”

“Enquanto Penny era violentada, o juiz simplesmente observava. O júri recuou horrizado. Os jornalistas se encolheram na tribuna. Ninguém no tribunal se apresentou em sua defesa.”

Quase um ano depois de fazer a resenha em vídeo de Climax, eu finalmente criei coragem para comentar sobre esse livro por aqui. Pensar e colocar as palavras em um único texto, não é fácil. E quando se trata de Climax, isso é mais difícil ainda.

Climax é o livro mais odiado e controverso do Palahniuk. Talvez por muitos terem se atraído pelo gênero e terem começado a ler Chuck justamente por esse livro, ou por Chuck ter simplesmente errado a mão.

Eu sei, parece muito estranho eu, Anna Schermak, dizer que Chuck Palahniuk errou a mão. Logo eu que saio gritando a bons ventos em todo o lugar que Chuck é o melhor autor que eu já li. Mas vamos combinar, todos os melhores autores, tem seus piores livros. E com Palahniuk não seria diferente. Climax é um livro que faz uma sátira a um estilo, critica a sociedade, tem uma ótima narrativa, mas é ofensivo em algumas partes e peca com as falhas no roteiro.

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Obscuro e questionável

“(…) – Porque o sexo precisa ser de outra forma? – comentou Max – Tudo, o cinema, a música, a pintura, é cuidadosamente calculado para nos manipular, para nos excitar.”

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Eu disse na resenha em vídeo que Climax era o único livro do Chuck que eu tinha lido até o momento e eu não conseguia defender, e eu continuo com essa afirmação. Por mais que eu queira muito que as pessoas se choquem com essa escrita, eu acho que dentro desse livro muitas coisas são questionáveis. E que ele não é para todo mundo.

Me questiono as vezes sobre qual seria o real propósito do Palahniuk com Climax, fazer uma crítica ao culto da celebridade, nos fazer questionar as formas de prazer, talvez nos chamar a atenção como ainda tratamos a sexualidade, algo que deveria ser tão comum, como o maior tabu da nossa sociedade.

“(…) Vivemos em uma era em que as mulheres detêm a maior parte do poder. No governo e nas decisões de consumo, as mulheres comandam o mundo, e sua expectativa de vida mais prolonganda dá a elas controle da maior riqueza.”

Enfim posso dizer que se você está pensando em começar a ler Palahniuk, definitivamente Climax não deve ser sua primeira escolha. E mesmo se você já é fã do trabalho do pai do Clube da Luta, você deve abrir este livro com sua mente aberta e se preparar para o grotesco.

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VIDEO:

EDIÇÃO E EXTRAS:

Eu possuo o livro em duas edições, a brasileira e a hardcover americana. As duas possuem o mesmo design e estilo, a diferença entre elas é apenas a fonte do texto e a qualidade da capa. A Edição brasileira publicada pela Leya cumpre o seu papel e não deixa a desejar.

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ISBN-13: 9788544102633 | ISBN-10: 8544102638 | Ano: 2015 | Páginas: 224 |Editora: Leya

Chuck Palahniuk (nascido em Pasco, Washington a 21 de Fevereiro 1961) é um escritor residente em Portland, Oregon. O seu trabalho mais popular é Fight Club (Clube de Combate em Portugal e Clube da Luta no Brasil), que foi posteriormente adaptado para cinema.

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Anna Schermak

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

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2 Comments

  • Giulia
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Anna!
    Eu já comprei esse livro há um tempinho mas ainda não o li. Acho que sua resenha/vídeo foi legal porque já me preparou sobre o que eu vou encontrar e até me deixou bem curiosa porque eu não sabia muito sobre sua história ainda.

    Beijos,
    Giulia | 1livro1filme.com.br

  • Pedro
    16 de janeiro de 2017

    Agora fiquei mais curioso, Chuck vale a pena ser lido pra sairmos da zona de conforto do pensamento. Acredito que pra quem se apaixonou por ele lendo o conto “Tripas”, não tem nada que ele escreva que nos surpreenda no sentido de achá-lo estranho.

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Anna Schermak

24 anos, Social Media, Capricorniana, Sonserina, Lorelai Gilmore. Apaixonada por Clube da Luta e Divina Comédia. Nas horas vagas fala em italiano sozinha pela casa.

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