Ao entrar na sala de cinema senti um frio na barriga, não porque sou tão fã assim de Procurando Nemo (2003), mas porque é impossível não sentir um carinho especial e uma certa nostalgia por um dos filmes que marcou a vida das crianças dos anos 2000.

Uma das coisas interessantes do cinema é quando um personagem secundário é tão cativante e se destaca a ponto de ganhar seu próprio longa-metragem, e ah… eu estava louca para saber mais sobre a peixinha azul, que transborda alto astral e tem perda de memória recente. E preciso dizer que isso o filme faz como ninguém, perdoem o trocadilho, mas ele é um mergulho na vida e no passado da personagem e é muitíssimo engraçado assistir tudo pela perspectiva da Dory.

Não vou revelar mais nada do enredo. É isso aí. Quero que quando você assista sinta a mesma coisa que eu ao ir montando um quebra-cabeça e descobrindo toda a história. Assim como no filme original os personagens roubam a cena, eles são tão divertidos e tão bem construídos que é como se você os conhecesse há muito tempo. Sentiu saudades do Marlin e do Nemo? Prepare-se, pois eles estão de volta!

E também prepare o coração para muita emoção, o filme trata de temas como solidão, independência, o fato de ser diferente e as relações familiares de uma maneira bastante profunda. Fiquei pensando em como seria se ele tivesse sido filmado em live action e possuísse todos os elementos de um filme mais adulto, o resultado seria uma obra de drama daquelas típicas do Christopher Nolan. No entanto, as piadas sempre aparecem no momento certo e aliviam a tensão. Percebi que a plateia riu do começo ao fim, não eram risadas de apresentações de stand ups, mas aquelas gargalhadas gostosas e inocentes que vem das crianças.

O roteiro é bem elaborado e percebe-se a preocupação em manter a coerência com tudo que havia sido estabelecido em Procurando Nemo, porém algumas vezes os conflitos e as soluções apresentados acabam ficando meio repetitivos. Embora novas aventuras sejam introduzidas, o problema parece ser sempre o mesmo o que acaba ficando um pouco cansativo.

O ritmo da primeira parte é meio morninho, mas ele esquenta, esquenta… e no final está fervendo. Algumas histórias de personagens novos também são apresentadas, mas o filme termina com tantos outros novos eventos que elas acabam ficando pelo meio do caminho.

No mais, toda a preocupação com os detalhes e com a construção de uma história complexa torna Procurando Dory algo único. Sei que você quer saber se é tão bom quanto o primeiro… e sim! Minhas expectativas foram superadas.

Por isso meu veredito é que você dê uma chance a sua criança interior. Procurando Dory vai te teletransportar de volta a um mundo mágico e familiar em que falar baleiês é totalmente possível!

P.s: Percebi algumas semelhanças com o filme A origem, você também viu algo assim? Diga nos comentários 🙂

Título original Finding Dory
Data de lançamento 30 de junho de 2016 (1h 35min)
Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Elenco: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Idris Elba mais
Gêneros Animação, Comédia
Nacionalidade Eua
Distribuidor DISNEY / BUENA VISTA
Ano de produção 2016

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