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O triste retrato do preconceito em “Tudo Que Nunca Contei”

O triste retrato do preconceito em “Tudo Que Nunca Contei”

“Lydia está morta. Mas eles ainda não sabem disso. Dia 3 de maio de 1977, seis e meia da manhã, ninguém sabe nada a não ser por este fato inofensivo: Lydia está atrasada para o café da manhã.”

Assim começa nossa história, com uma frase que nos destrói e já avisa, aquela história não pretende ser feliz. E é com esse alerta sobre Lydia que começamos “Tudo que Nunca Contei” da autora Celeste Ng, publicado pela Intrínseca em 2017 aqui no Brasil.

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Já tinha ouvido falar muito sobre o livro e sobre o que ele pretendia mostrar, mas mesmo assim consegui me surpreender com a escrita da Celeste Ng que tem um quê de policial sentimental. Aquele tipo de escrita que te prende até o ultimo minuto e consegue passar tudo o que a autora quer.

A história se passa em Ohio, 1977, onde a família sino-americana Lee, vive como uma família normal, a mãe, o pai e seus 3 filhos. Lydia é uma delas (a filha do meio para ser mais específica).

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“E a própria Lydia – o centro relutante daquele universo – todos os dias mantinha o mundo estável. Absorvia os sonhos dos pais, silenciando a relutância que fervilhava por dentro.”

“Tudo Que Nunca Contei” é uma história inteligente sobre expectativas e preconceitos. Sobre nossa escolha de sofrer em silêncio e absorver todas as expectativas alheias e matar aos poucos quem realmente queremos ser.

Ao ler “Tudo Que Nunca Contei” a gente olha pra dentro de uma família que precisa de ajuda, mas que estão além dos nossos cuidados, queremos interferir, mas estamos de mãos atadas e dessa forma a família Lee se torna nossa família, a angustia desses filhos se tornam nossas e percebemos como Celeste conseguiu escrever uma história densa e profunda para nos mostrar a realidade do que acontece quando o preconceito e a falta de comunicação vencem.

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“Antes disso, ela não tinha se dado conta de como a felicidade era frágil, como a qualquer momento, se não fosse cuidadosa, ela poderia cair e quebrar.”

Uma história forte que é mais do que indicada a todos que querem uma boa leitura que te faça pensar sobre família, erros e julgamentos.

Onde Comprar:  Amazon  – Amazon Kindle – Submarino – Americanas – Saraiva

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ISBN-13: 9788580579741 | ISBN-10: 8580579740 | Ano: 2017 | Páginas: 304 | Editora: Intrínseca

Celeste Ng cresceu em Pittsburgh, Pensilvânia, e Shaker Heights, Ohio, nos Estados Unidos, em uma família de cientistas. Formou-se em Harvard e fez o mestrado em belas-artes pela Universidade de Michigan, onde ganhou o Hopwood Award. Seus ensaios e trabalhos de ficção já foram publicados na One Story, TriQuarterly, Bellevue Literary Review, Kenyon Review Online. Atualmente Ng mora em Cambridge, Massachusetts, com o marido e o filho.

{ Esse livro foi enviado pela Editora Intrínseca para resenha no blog. Em compromisso com o leitor, sempre informamos toda forma de publicidade realizada pelo blog 

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