HQ

[RESENHA] American Vampire – Vol 1 | VERTIGO

Editora: Panini
Ano Edição: 2013
Número Edição: 1
Qtde. Páginas: 160
Tipo de Capa: Capa Dura
Encadernação: Brochura
Idiomas: Português
Dimensões (LXAXP): 17 x 26 cm

Travessa R$56,00

Sinopse: Las Vegas, Nevada, 1936. Os dias de brilho e glamour ainda estão longe de chegar. Mas graças aos jogos de azar, prostituição e crimes violentos como principais atividades econômicas, essa cidade fora da lei já começa a ser chamada de “Cidade do Pecado”. E Cash McCogan, o chefe de polícia casca grossa está pronto para fazer uma faxina no local – mesmo que isso signifique encarar um consórcio podre de rico que está construindo a impressionante barragem Hoover próximo dali.
Existe apenas um problema: O rio Colorado não é a única coisa que está “condenada” naquelas imediações. O primeiro e mais mortal de sua raça, o vampiro americano Skinner Sweet se estabeleceu na Cidade do Pecado. É o seu tipo de lugar, um daqueles onde qualquer vontade pode ser saciada mediante ao preço certo. Mas ele não é a única sanguessuga que quer cravar suas presas em Vegas. Uma guerra sem precedentes entre os vampiros mais perigosos e sanguinários do mundo está prestes a eclodir – com a participação de uma sociedade secreta dedicada a acabar com os monstros definitivamente.
O escritor Scott Snyder e os desenhistas Rafael Albuquerque e Mateus Santolouco dão prosseguimento à aclamada saga Vampiro Americano, dando o sangue para eternizar esse conto de horror em quadrinhos. Este volume reúne as edições 6 a 11 da série American Vampire em 160 páginas de quadrinhos, esboços de arte, capas alternativas e entrevista com Rafael Albuquerque.

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Você gosta de horror, aventura e tramas?
American Vampire é o HQ pra você.
Você não gosta desses estilos?
Leia American Vampire e você vai passar a gostar.

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O foco da história é o desenvolvimento de um novo tipo de vampiros, partindo do pressuposto de que a teoria da evolução se aplica a TODAS as espécies. A linhagem dos vampiros americanos começam com Skinner Sweet e são diferentes dos vampiros tradicionais em alguns aspectos fundamentais. Mas não se preocupem, nada de brilhar no sol, nem nada assim.

Skinner

Nesse primeiro volume, Scott Snyder escreve junto com Stephen King dois arcos paralelos de história.

O arco de King

O ano é 1925.

No relançamento de seu livro, o autor explica que a história de seu livro Bad Blood é inspirado em fatos reais e não uma mera narrativa de ficção. Em uma conferência, sendo abertamente descreditado por membros da audiência, ele explica os eventos como eles realmente aconteceram: o narrador explica que acompanhou o detetive James Book que fez da sua missão de vida encontrar e capturar o procurado bandido Skinner Sweet: um ladrão e assassino maldito viciado em doces.

A história começa quando Book finalmente atinge seu objetivo e os comparsas de Sweet tem que ajudá-lo a escapar. Na fuga, uma série de problemas ocorre e nosso bandido favorito acaba por se transformar em vampiro. O problema é que ele é dado como morto e enterrado “vivo”. Anos depois, um Skinner violento, faminto e profundamente irritado, finalmente se livra da sua cova/prisão e vai atrás dos responsáveis pelo seu desagradável destino.

 Skinner Sweet

O arco de Snyder

Também se passar em 1925.

Pearl Jones é uma atriz no princípio de uma esforçada carreira tentando atingir o estrelato em Hollywood. Quando ela é convidada para uma chiquérrima festa de figurões californianos, seu estranho vizinho tenta alertá-la de que talvez aquilo não seja uma boa ideia.

Na festa, a inocente Pearl é atacada por um grupo de homens monstruosos que a mordem em todos os lugares de seu corpo e sugam seu sangue. A jovem senhorita Jones encontraria a morte se não fosse pelo sedutor Skinner que a transforma em uma criatura como ele: um vampiro evoluído e dá a ela a chance de buscar sua vingança. Chance que ela, é claro, não vai desperdiçar.

Pearl (1)

A arte é do brasileiro Rafael Albuquerque e segue um padrão tradicional macabro muito rico em detalhes.

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O modo como os arcos são alternados torna a narrativa especialmente interessante porque o leitor é apresentado a elementos de forma descontínua o que faz com que as cenas de suspense e plot twits sejam, realmente, inesperadas. Tudo é contado do jeito certo, no momento certo.

Partindo do pressuposto que Sandman é o único HQ que eu já li que merece 5 estrelas em absolutamente TUDO – ou seja, sendo Sandman a perfeição em quadrinhos – acho injusto dar cinco estrelas para qualquer outro trabalho ou eu perderia meu referencial.

O primeiro volume de American Vampire merece 4 estrelas, não porque a história não é perfeitamente fenomenal: ela é. Mas não tão fenomenal, na minha opinião, quanto o trabalho de Gaiman.

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