Sinopse: Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.

“Meu nome é Sam. Tenho onze anos.
Coleciono histórias e fatos históricos.
Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto.”

Eu gosto de histórias tristes, os dramas me conquistam e não é atoa que as minhas histórias de amor preferidas são “A Divina Comédia”, “Romey & Juliata” e “O Grande Gatsby”. Então quando “Como Viver Eternamente” chegou aqui em casa com lencinhos de papel eu me preparei psicologicamente para chorar sem fim lendo o livro, mas não foi isso que aconteceu.

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Eu comecei a ler o livro muito empolgada e isso estragou a minha experiência de leitura. Eu queria chorar, ficar acabada, com o coração destroçado e sem rumo. Queria que o sentimento do meu coração fosse tão grande em relação ao livro que eu não encontrasse outra maneira de viver, a não ser começando a ler o livro novamente. Mas isso não aconteceu.

Não me entendam mal. O livro é bom, a autora tem uma escrita muito sensível e delicada, mas não conseguiu me transmitir tanto sentimento ou me deixar comovida de um jeito irreversível pela história.  E talvez a culpa seja toda minha.

“- Como é que ter câncer vai fazer você melhorar?
– Bem – hesitei. – Para ensinar coisas.
– Que coisas?
– Bem… como… – vacilei – … como o que é importante na vida. Sei lá. Você fica entusiasmado de poder andar de bicicleta, por exemplo. E… e percebe como é importante sua família. Coisas assim.”

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A expectativa que a gente tem durante a leitura muda muito o que a gente pode vir a sentir sobre o livro. Eu fiquei decepcionada, mas isso não quer dizer que vários outros leitores não vão amar o livro. Pois a história é muito interessante e reflete bastante a vida de um pré adolescente com câncer.

Durante a leitura eu me apaixonei muito pelos personagens secundários, o melhor amigo louco, a mãe forte, o pai que não sabe lidar com os sentimentos ou a avó sensata. Tudo mundo tem um papel muito importante na história e ajuda para que ela chegue ao seu lugar como tem que chegar.

“Morrer é a coisa mais boba de todas.  Ninguém lhe conta nada. Você faz perguntas e eles tossem e mudam de assunto.”

A edição da Geração Editorial ficou muito bonita. Essa nova capa para a segunda edição deixou ela ainda mais linda e o capricho com toda a diagramação é um bônus para os leitores, confira abaixo:

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Logo eu vou querer repetir a experiência e ler algo da autora, mas dessa vez vou ir sem expectativas e sem opiniões. Quero aproveitar por mim mesma o que a Sally tem a oferecer com a sua escrita.

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Edição: 2 | Editora: Geração | ISBN: 9788561501006 | Ano: 2014 | Páginas: 232

Nota: 3/5

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