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Sinopse: O livro que deu origem ao filme vencedor do 71º Globo de Ouro e indicado para o Oscar 2014 em 9 categorias, publicado pela editora Seoman. 12 Anos de Escravidão é um livro de memórias angustiantes sobre um dos períodos mais sombrios da história norte-americana. Ele relata como Solomon Northup, nascido um homem livre em Nova York, foi atraído para Washington, D.C., em 1841, com a promessa de um emprego, e então drogado, espancado e vendido como escravo. Ele passou os doze anos seguintes de sua vida em cativeiro, trabalhando, na maior parte do tempo, em uma plantação de algodão em Louisiana. Após seu resgate, Northup escreveu este registro excepcionalmente vívido e detalhado da vida escrava. Tornou-se um sucesso imediato e, hoje, é reconhecido por sua visão incomum e eloquência, como um dos poucos retratos realmente fiéis da escravidão americana, redigido por alguémtão culto quanto Solomon Northup — uma pessoa que viveu sua vida sob a óptica de uma dupla perspectiva: ter sido tanto um homem livre como um escravo.

“Mais uma vez, assegurei-o de que eu era um homem livre, e insisti para que ele me livrasse daquelas correntes imediatamente. Ele tentou calar-me, como se temesse que minha voz  pudesse ser entreouvida.”

Nunca um livro me tocou tanto. Nunca um livro conseguiu me indignar de uma forma tão absurda com a maldade humana. Eu nunca senti que não conseguiria passar tudo o que o livro é, representa e me fez sentir, como agora. E até antes de começar a resenha realmente eu já digo: “Leiam esse livro”.

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“Doze Anos de Escravidão” é o livro que inspirou o filme homônimo estrelado por Chiwetel Ejiofor e dirigido por Steve McQueen que ganhou o Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong’o) e Melhor Roteiro Adaptado.

Escrito por Solomon Northup, o livro conta a história deste homem que lutou por sua vida de um jeito que não sei se eu ou você teríamos coragem e suportaríamos. Uma outra época, outras pessoas, outras leis e regras. Mas ao mesmo tempo, uma verdade inquestionável: a maldade do ser humano consegue superar qualquer nível.

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O livro segue o estilo de “O Diário de Anne Frank” e narra a história de Solomon antes e durante os anos de escravidão pelo qual ele é imposto e precisa viver longe de sua vida, liberdade e família.

Solomon é um incrível contador de história. Ele consegue te passar sentimento e ser cativante em uma história que abala as suas estruturas. Ele consegue te contar uma cena detestável para qualquer ser humano com um bom coração de um jeito que te faz derramar lágrimas de revolta. Você quer lutar ao lado dele. Descobrir o que acontece com aquele personagem que ele comentou no começo do livro que só apareceria novamente mais para o final da história quando a justiça se faria presente.

Doze Anos de Escravidão nos leva a encarar nosso coração e mente. Sua narrativa sobre o negro que encontrou sua libertada nos mostra muito sobre as pessoas. Aqui não é como em “Django” de Tarantino, não temos um negro que quer vingança daquela forma. Temos um homem que quer voltar para seus filhos, sua família. Temos alguém que não desiste de sua fé. Que busca por justiça.

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Este livro diz muito mais sobre nossa história do que os próprios livros de história. Doze Anos é um daqueles livros que deveriam ser obrigatórios em todas as escolas. Ele ensina as pessoas a serem melhores. A encarar a sua história, o seu passado e a sobreviver com as punhaladas da vida.

Solomon é um herói de verdade. Podem não ser para mim ou para você. Mas ele foi para ele. É incrível como um livro tão antigo ainda consiga tocar eu ou você. Jovens (ou não) que vivem em um mundo tão diferente e ao mesmo tempo, com pessoas que tem uma mente tão parecida com com a de alguns personagens.

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A minha edição da Pinguim – Companhia das letras não tem orelha, mas vem com “duas opções de capa”. A normal é a vermelha padrão do livro e a segunda é a jacket que vem com o poster do filme para a fácil identificação na livraria. Uma jogada de marketing interessante que ajuda aqueles que querem encontrar o “livro do filme” e que não decepciona os leitores que como eu são chatos e preferem a capa original do livro.

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Edição: 1 | Editora: Penguin Compania | ISBN: 9788563560896 | Ano: 2014 | Páginas: 280 | Tradutor: Caroline Chang

Nota: 5/5

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Solomon Northup era um  americano de Saratoga, Nova York. Ele é conhecido por ter sido raptado em 1841 quando foi seduzido com uma oferta de emprego.

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