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[Resenha] Me ajude a chorar de Carpinejar | @BertrandBrasil

[Resenha] Me ajude a chorar de Carpinejar | @BertrandBrasil

[Resenha] Me ajude a chorar de Carpinejar | @BertrandBrasil

Sinopse: Depois de títulos que refletiam momentos de sua vida pessoal, em Me ajude a chorar, Carpinejar, pela primeira vez, une textos sem um tema central. São crônicas com assuntos variados, mas com uma singularidade: a melancolia e a tristeza. Sempre, obviamente, com a ironia característica. Um livro com sentimentos. Um livro à flor do osso.
Carpinejar mostra a sua mais intensa fragilidade, provando que, na verdade, nesta terapia ou catarse literária, todos devem ser muito felizes para suportar a tristeza verdadeira. Me ajude a chorar vai emocionar o leitor de maneira única.
Dessa vez, Fabrício não fala a respeito de separação e relacionamentos, mas de temas mais gerais, mais coletivos, que buscam focar também em tragédias mínimas e pessoais, como o caso de uma senhora que estava para perder o marido e só desejava mais uma noite de conchinha com ele. Ela trocaria tudo na vida dela por esta noite.

“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.” —  Carpinejar.

Quem acompanha o blog já viu outras resenhas do Carpinejar por aqui e aos poucos acompanharam o quando eu descobri que poderia me apaixonar pela escrita e com a forma dele de contar o obvio q nos emocionar. Então era certeza que eu comentaria o seu novo livro, lançado pela minha queridinha, Editora Bertrand <3 

Eu já chorei muito nessa vida. Seja pela perda dos mais de 14 cachorros que eu já tive ou quando meu pai se tornou uma estrelinha no céu para me olhar lá de longe. Eu já chorei muito por não compreender as mudanças que acontecem na cabeça quando a gente começa a amadurecer e já chorei por ter medo de perder aqueles que amam. Eu já chorei de medo e já chorei com livros.

E sabe que “Me Ajude a Chorar” me fez chorar logo na primeira crônica?

A gente não imagina quanto sentimento tem em cada página, o quanto podemos chorar, sorrir e até se sentir okay dependendo das palavras utilizadas pelo autor. Só descobre realmente quando as palavras batem no nosso coração com tudo. E é assim que eu me sinto com as crônicas.

Elas me parecem tão mais pessoais, verdadeiras… sinceras…
Elas me cativam e eu não consigo dizer não para elas, é um amor a primeira, a segunda e até a milionésima vista. E com Me Ajude a Chorar não foi diferente. Os sentimentos de Carpinejar estão intrínsecos na obra e constroem um relacionamento com o leitor a cada página, a cada pequena história… a cada passagem.

Mais um livro que eu não apenas recomendo, mas exijo que vocês leiam (caso gostem de crônicas, claro). Ah… a edição está linda e super fotogênica. Essa capa ficou diva. Espero que gostem das fotos <3

Edição: 1 | Editora: Bertrand Brasil | ISBN: 9788528619524 | Ano: 2014 | Páginas: 156

Nota: 5/5

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Untitled-1Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional. Desde maio, mantém a coluna que antes era ocupada por Moacyr Scliar no jornal Zero Hora. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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6 Comments

  • 3 anos ago

    Adorei o post… assisti uma palestra com o Carpinejar na Bienal do livro de Minas há dois anos atrás e não dá pra negar: o cara é fera! O livro me chamou muita atenção também, vou procurá-lo depois!
    Beijos,
    a-meninadajanela.

  • 3 anos ago

    Eita Anna, lendo a resenha, eu me lembrei do último episódio do Literáriocast sem querer, pois um preconceito que eu tenho, inconsientemente, é com obras melancólicas.

    Eu não tiro o valor delas, nem deveria. Mas sempre fico meio com pé atrás quando leio ou ouço algo sobre alguma obra emocionante. Acho que porque a palavra “choro” é meio traumatizante pra mim, e meio que acabei criando uma barreira emocional ao passar dos anos.

    Sei que existem obras que usam de artifícios pra parecerem mais tocantes, e acho que nisso que me incomoda. Que eu acabe me sentindo enganado, não sei.

    Mas enfim, espero que algum dia eu possa rever essa minha opinião…

    • 3 anos ago

      Tudo está interligado HEHEHEHHEHE
      Eu já sou ao contrário, adoro livros melodramáticos e quando mais me fizer chorar, melhor.
      Quero que o livro me arranque sentimentos 😉

  • 3 anos ago

    Esse livro, esse Capinejar <333
    Ganhei essa edição há uns dias de uma amiga me apaixonei de cara, estou terminando ele.. e ai.. que amor!! 😀
    Eu sempre acompanhei o trabalho dele pelo blog, pelos textos em jornais. Sou fã dele! Ele tem uma sensibilidade extrema nos textos que chega a ser desumano :)))

    Um beijo, querida! <3

    • 3 anos ago

      Ele é tão lindo né Di? Achei esse livro muito amor, estou louca para ver as fotos que você vai fazer na resenha dele.

      Beijos!

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