Sinopse: Quem era o húngaro que vivia no apartamento de baixo e desapareceu sem dizer para onde ia? A única pista que deixou foram alguns papeis escondidos nos vinte seis livros que guardava em sua estante. Aquela busca que começou com uma simples curiosidade de Bebei, o arquivista da embaixada da França, acabou revelando um intrincado mistério que teria de ser desvendado para salvar a pacata Santa Clara Frente ao Mar das ameaças escondidas nos planos do prefeito. Marcelo Antinori, nesta história que desde o inicio prende o leitor, nos convida a descobrir os segredo do misterioso hungaro ao mesmo tempo que nos leva a um passeio pela pequena cidade caribenha que guarda em sua arquitetura a memória de um passado colonial. Uma trama que combina pitorescos prsonagens locais como Grená que em baixo a seu guarda sol vende bilhetes de loteria, o filósofo que dorme na praça com seus gatos e aqueles loucos maltrapilhos que vivem e bebem nas escadarias da Igreja das Mercedes, a exóticos visitantes que parecem saídos dos velhos contos da guerra fria.

“Todo mundo é húngaro.”  – Ditado húngaro

Ahhhhh… Analisar a vida do vizinho. Já sofri muito com isso… Mas esta estória não seria nada se a curiosidade não pairasse sobre a mente humana…

Tudo começa quando, por um acidente, dois amigos acabam “caindo” na casa de um vizinho, mas ela estava sem ninguém lá dentro. Os móveis estavam intactos, a poeira havia tomado conta, mas as lembranças ficaram tão escritas que dava pra ter certeza que algo de errado tinha acontecido. É assim que Bebéi começa a se infiltrar para descobrir tudo. No mundo de hoje, todos o chamariam de fofoqueiro, intrometido e muito mais; porém, em Santa Clara, aquilo despertou o interesse de todos.

A leitura, através das palavras do Marcelo, e os desenhos impressos ali me levaram, em uma viagem do tempo, às obras do Jorge Amado. Quem gosta das histórias intensas do saudoso baiano terá muito prazer em ler este livro que vos falo. A magnitude de um simples mistério faz com que o leitor fique preso ao medo de descobrir o que aconteceu com o Húngaro. Através de lembranças, fotos, informações, conversas, advogados americanos e muita máfia, começa a dúvida… Era o Húngaro um nazista, um reacionário, um bipartidário ou, apenas, alguém que faria qualquer coisa pra sobreviver?

 

E você… O que faria se descobrisse que um vizinho seu desapareceu e deixou tudo para trás? Sentiria-se curioso ou deixaria a história para que outra pessoa desvendasse? Ahhhh… Tenho certeza que corre, em nossas veias, um sangue Sherlockiano. Como é excitante a ideia de se envolver em um desfecho de mistério, hein? Pois é… Imagine, então, quando se descobre que, dentro de um dos livros do desaparecido, havia a foto do seu pai. O que passaria em sua cabeça? Qual é a relação entre o seu pai e um homem de quem você nunca havia ouvido falar antes?

Nós temos essa vontade de participar de algo importante. E eis a chance do pobre Bebéi. Junto com os seus amigos, o prefeito (grande e corrupto como um político brasileiro) e um chefe de polícia de chegar a uma conclusão e ajudar alguém que, com certeza, estaria precisando de ajuda. Em meio a muitas polêmicas, uma cidade nova sendo construída, um novo jornal escrachando a verdade sobre a política da cidade e amigos se reencontrando, você, leitor, encontrará uma maravilhosa teia de mistério para passar o seu tempo.

 

Para chegar a uma conclusão, eu lhe aconselho, antes de abrir a primeira página, a carregar o seu caderno, o seu lápis e começar a anotar todos os detalhes possíveis… Porque nada deverá passar despercerbido se quiser que o Húngaro tenha o que merece. Vilão, mocinho ou um zé-ninguém? Tente responder a esta pergunta enquanto se delicia com uma maravilhosa contemplação da nova Literatura Nacional.

Edição: 1 | Editora: Lazuli | ISBN: 9788578650841 | Ano: 2014 | Páginas: 271

Nota: 5/5

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