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Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

“A vida é escrota, aleatória e arbitrária, até que se encontre alguém que faça tudo isso fazer sentido, mesmo que apenas temporariamente.” — Matthew Quick ( O lado bom da vida )

Eu realmente nem sei como começar essa resenha. Eu acabei de ler o livro, não deve fazer mais do que uma hora e ainda sei que as lágrimas que a carta de Tiffani me fizeram derramar deixaram meus olhos vermelhos até agora.
Não quero fazer uma resenha sentimental,  não ao ponto de que pareça algo intencional, minha vontade hoje é muito mais sincera do que parece e eu realmente vou tentar ser clara, afinal não é fácil ler algo que tente ser verdadeiro e caia para o lado sentimental. Só posso dizer que hoje, o lado bom do dia foi ter terminado a leitura de O Lado Bom Da Vida.

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“A maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas” — O Lado Bom Da Vida

Eu comecei a ler o livro por indicação do Guilherme que gosta muito do livro. E sinceramente? Nunca passou pela minha cabeça que Pat entraria no meu coração e faria uma bagunça tão grande como fez.

Pat é um personagem que ou você ama, ou você quer bater a cabeça dele na parede até que ele aprenda algo sobre a vida. O problema é: Pat sabe muito mais sobre a vida do que eu e você e durante todo o livro ele tenta te mostrar o quanto você e as pessoas ignoram o Lado Bom de qualquer coisa, inclusive da vida.

O livro tem uma narrativa peculiar, ao te contar tudo através do personagem Pat que além de ter sérios problema psicológicos não se lembra de muita coisa que aconteceu na sua vida. Lutando com todas as suas dificuldades e problemas, Pat está em busca de acabar com o ‘tempo separados’ em que ele e a ex-mulher estão vivendo. Só que isso pode não ser tão fácil assim.

Com personagens completamente cativantes e com seus defeitos, O Lado Bom da Vida é o livro onde todo mundo pode se identificar um pouco, seja no estilo de um personagem, no gosto de outro ou no meu caso: eu e Pat fazemos aniversário no mesmo dia. 

Eu não entendi até a última linha o quanto O Lado Bom da Vida seria importante para mim, não entendi o quanto em poucas páginas ele iria me mostrar a minha vida inteira e ainda me dar um conselho incrivelmente valoroso para a próxima etapa que minha vida está prestes a entrar.

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“Então, estou achando que essa é a parte do meu filme em que parece que nada vai dar certo. Preciso lembrar a mim mesmo que todos os personagens de filmes passam por um tipo de período obscuro como esse antes de encontrarem um final feliz.” — O Lado Bom da Vida

Assim como Pat tem algumas coisas que aconteceram ha 2 anos que eu não gostaria de lembrar, mas que mudaram a minha vida de uma forma que eu não imaginava, me fizeram amadurecer e fazer escolhas que eu não faria. E hoje talvez eu esteja pronta para todo o Lado Bom da Vida, exatamente por essas cosias que eu passei e por como consegui lidar com isso.

Ler o Lado Bom da Vida é uma experiência única se você já passou por algum momento da sua vida em que nada deu certo, em que tudo parecia inútil e fugir, correr e mudar parecesse a única opção no momento. Matthew conseguiu conquistar uma leitora com suas frases extremamente citáveis, mas principalmente pela construção de personagens humanos e sinceros. Que conseguem com sua loucura, se completar da sua maneira.

O livro faz o que eu sempre disse para vocês que é o que mais gosto na literatura. O poder de mostrar que a única pessoa que pode nos ajudar quando chegamos no fundo do poço, somos nós mesmos. A única pessoa que pode fazer com que a gente acredite de verdade na vida, somos nós, e quem sabe… um amor.

Quero tanto ver o filme *-*

Quero tanto ver o filme *-*

O Lado Bom da Vida é um livro que me fez chorar por reconhecer em Pat e em Tiffany as minhas loucuras, me fez reconhecer no Pai e na Mãe de Pat as minhas falhas como pessoas. Me fez reconhecer no irmão de Pat a irmã que eu sou. E por último e talvez mais importante, me fez reconhecer que como leitora, o Lado Bom do Meu Domingo foi a leitura de tudo que é esse livro.

Leiam, mas busquem o melhor momento. O livro pode não agradar a todos e ainda me deixou chateadinha pelos Spoilers de outros livros (como Gatsby) durante a história.

Obrigada Gui por me indicar o livro, obrigada por ter me convencido de tanto falar de Pat. Não sei se algum dia vou conseguir te indicar um livro que te toque tanto como O Lado Bom da Vida conseguiu tocar meu coração.

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“Parece triste. Parece com raiva. Parece diferente de todas as outras pessoas que conheço. Ela não consegue fingir aquela expressão feliz que os outros figem quando sabem que estão sendo observados. Ela não precisa fingir comigo, o que faz confiar nela, de certa forma.” — O lado bom da vida.

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Edição: 1 | Editora: Intrínseca | ISBN: 9788580572773 | Ano: 2013 | Páginas: 256 | Tradutor: Alexandre Raposo

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Nota: 5/5

autoresAos 30 anos, Matthew Quick era um respeitado professor de inglês em South Jersey que incentivava seus alunos a acreditar no próprio potencial e no poder da literatura — até o dia que se sentiu um hipócrita. Infeliz, ele largou o emprego e vendeu a casa para se dedicar ao sonho de escrever. Após três anos lidando com uma severa depressão, criou O lado bom da vida, romance que se tornou um sucesso imediato, cuja adaptaçao cinematográfica chega às telas brasileiras em 1° de fevereiro.
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