Alguns contos de horror são bons, outros são melhores… Mas tem alguns que derretem sua espinha, transformam suas pernas em geleia e fazem sua bexiga perder a guerra.

São contos que se impregnaram na literatura de um jeito que não se pode mais falar em horror sem falar neles.

E, para comemorar a semana de Halloween, é neles que vamos falar hoje.

5 Contos de Horror Imperdíveis

 

5. The Call of Cthulhu – HP Lovecraft

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Se algum dia alguém escreveu com perfeição uma história de horror sobre um culto maldito, essa história foi The Call of Cthulhu e esse alguém foi o americano HP Lovecraft.

Tortura ritualística, assassinatos bizarros, fantasia macabra, suspense investigativo, mistério e loucura. Com Cthulhu, Lovecraft mostra o gênero horror em suas mais adoradas formas.

4. Carmilla – Sheridan Le Fanu

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Se você é fã de horror, qualquer coisa que Le Fanu já escreveu merece um pouco do seu tempo. Sua influência no gênero literário da era vitoriana é indiscutível e sua obra Carmilla foi, provavelmente, o conto que mais inspirou a narrativa de Stoker sobre o mais famoso dos vampiros.

Retirado diretamente do coração dos mitos, “Carmilla” conta a história da protagonista Laura, dos seus obscuros e tenebrosos encontros, ao longo dos anos, com a criatura Carmilla e a perigosa história que envolve esse desconhecido demônio no corpo de uma garota.

3. O Coração Delator – Edgar Allan Poe

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Todo mundo gosta de falar sobre “O Corvo”, quando fala de Poe.

Eu sou fã assumida de “O Coração Delator”. Acho que horror sempre é mais intenso quando envolve uma boa dose de realidade e loucura e esse conto mistura essas três coisas em uma equação perfeita.

A premissa? Um homem, crendo sanidade na sua insanidade, descreve os eventos que o levaram a assassinar o indivíduo que ele descreve como “o velho”. E quando a polícia bate a sua porta por um evento, aparentemente, não relacionado ao crime, tudo indica que ele vai conseguir escapar incólume. Se não fosse pela sua própria loucura.

2. O Preço – Neil Gaiman

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A história começa simples. Depois, te enche de curiosidade e se torna estranhamente complexa. E quando ela terminar, você vai ficar com aquele gosto desagradável de medo na boca por um bom tempo.

O que eu mais admiro de Gaiman é a sua sutileza: O modo como ele consegue te fazer ficar com medo quase que por acidente. A narrativa segue, você fica tremendo de pavor e é quase como se conseguisse ouví-lo dizer: “Ah, você ficou com medo por causa disso? Mas eu estava só falando umas bobagens. Isso não é nada…”

“O Preço” é um conto indescritível exatamente por causa dessa delicadeza da narrativa. Qualquer coisa que eu fale pode acabar sendo um spoiler horrível. Vou apenas resumir dizendo que é o encontro de um homem com O Demônio. E o que ele fez para impedi-lo de entrar em sua casa.

1. O Vírus da Estrada vai para o Norte – Stephen King

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Porque King não poderia se ausentar de uma lista como essa.

“O Vírus da Estrada vai para o Norte” é o meu conto de horror favorito. Note que eu não disse “é o meu conto de horror favorito de Stephen King”. Não. “É o meu conto de horror favorito de todos os contos de horror do universo” foi isso que eu quis dizer.

Até hoje, quando eu falo sobre esse conto ou explico a história para um amigo, eu sinto lágrimas nos meus olhos e um frio na espinha. Sem frescura. É verdade, eu juro.

Parece que King aprendeu exatamente onde, dentro de nossos corpos, fica o ponto que estimula o medo. E ele vai até lá com uma facilidade imensa, mexe e cutuca até nos deixar no mais absoluto pânico. Coisas que eu gosto em contos de King como “A Balsa” e “O Nevoeiro” (que não termina como o filme) é como ele consegue escrever uma história incrível, não “terminá-la” e, ainda assim, te deixar babando pela narrativa. Quem já leu esses dois contos sabe que as histórias não tem um “final” propriamente dito. É o jeito de King de dizer: “Eu queria te deixar com medo. Você já está com medo? Ótimo. Missão cumprida” e a história simplesmente acaba.

Em O Vírus, isso também acontece. Quando você acha que o pior vai acontecer, a história simplesmente termina e deixa todos os horrores que se seguiriam a cargo da imaginação do leitor.

O conto narra a história de um homem que, em uma parada de sua viagem de carro, compra um quadro estranho em um bazar: na imagem da pintura, ele pode ver um homem dirigindo um carro com os cabelos ao vento. E seria uma imagem perfeitamente normal não fosse pelo macabro sorriso de dentes afiados do motorista. Nada demais, não é? Até a imagem começar a mudar e, pela paisagem ao fundo, o protagonista percebe que a imagem do quadro está vindo atrás dele. E está chegando cada vez mais perto.