Como não gostar de um velho barbudo que manjava dos bons drinks? Ernest Hemingway mora no meu coração por conseguir nos contar histórias que ficamos sempre pensando que ele viveu aquilo, que tudo aquilo se passou com um único personagem: o autor que nos escreve.

Em “Verdade ao Amanhecer” não precisamos tentar adivinhar. O livro é uma autobiografia de Hemingway misturada com um pouco de ficção. O livro nos conta de forma quase dramática seu último safari na África. Escrito em 1953, é um livro para ser livro ontem, hoje e pelos muitos anos que virão.

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“Verdade ao Amanhecer” é um livro para quem já conhece o autor de “O Velho e o Mar”, para quem já se encontrou em seus contos e já está acostumado com a figura que está por aparecer neste safari. É um livro divertido de ler e ao mesmo tempo cheio de perguntas internas que coincidem com as dúvidas do leitor. Curioso e cheio de momentos incríveis. Principalmente por Mary, esposa de Hemingway.

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Tem sim, uma leitura mais lenta, mas nada que atrapalhe ou que faça o leitor querer abandonar a narrativa que nos cerca de verdade e ficção.

Um livro claramente feito para nos fazer viajar com o autor, descobrir um outro mundo, questionar este mundo e também aprender com ele. Mais uma vez, Ernest nos conquista com um livro e nos leva pelos caminhos que ele quer.
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