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fevereiro 15, 2014

Sexismo, videogames e liberdade de expressão
Sexismo, videogames e liberdade de expressão

Esse talvez seja um dos assuntos mais delicados na indústria dos games, assim como qualquer indústria ou setor da nossa sociedade: o sexismo. Prefiro usar esse termo, pois acredito que o termo “machismo” generaliza demais a situação, colocando todos os homens como culpados, quando nem todos nós apoiamos a desigualdade de sexos.

Uma grande reclamação que vejo ao longo dos anos, da qual faço parte, é a falta de protagonistas femininas nos jogos. Não se engane, temos várias, mas o número de protagonistas fortes, independentes e que não seguem o tão comum truque da “princesa indefesa”, são poucos. Protagonistas como Chell, de Portal, ou personagens fortes como Ellie, de The Last of Us, e Elizabeth de Bioshock Infinite, são uma raridade tão grande, que ficamos apaixonados quando as vemos em cena.

Nós todos podemos chegar rapidamente a uma conclusão: a cultura sexista. Mesmo já dominando grande parte do mercado de games, as mulheres ainda são minoria e a indústria lucra mais com a faixa masculina na adolescência, talvez os mesmos retardados que acham que um Call of Duty por ano é tudo que eles pediam para os Deuses dos videogames, os mesmos que xingam sua mãe de todas as formas possíveis e os mesmos que fazem ameaças de morte no twitter se caso seus jogos não forem do jeito que eles querem. Se você parar pra pensar, esse é o pior alvo para os desenvolvedores agradarem, mas se tem dinheiro, todo mundo fica feliz.

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