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junho 14, 2014

[Resenha] A Aveleira e a Madressilva de Lia Neiva | @globolivros
[Resenha] A Aveleira e a Madressilva de Lia Neiva | @globolivros

Sinopse: O mito de Tristão e Isolda é um ícone da literatura ocidental. Há nove séculos inspira poetas, escritores, músicos, pintores e dramaturgos sem perder a força. É uma narrativa atemporal, que toca em temas universais e revela um pouco da alma humana em cada personagem. Com o livro, A aveleira e a madressilva, Lia Neiva retoma essa lenda celta e cria uma adaptação para o público juvenil. Na história, Tristão, sobrinho do rei Marcos da Cornualha, recebe a missão de descobrir uma esposa para o tio. Na Irlanda, ele encontra a moça perfeita, a princesa Isolda. Por ironia do destino, os dois se apaixonam, mas não conseguem impedir o casamento de Isolda com o rei. Aos jovens, então, não resta outra alternativa a não ser desafiar os costumes da época para viver um amor irreprimível. De maneira hábil e original, Lia Neiva constrói um enredo dinâmico e intimista, que estimula o imaginário com ingredientes do universo mítico celta – magias, poções, simbologias e seres imaginários – ao mesmo tempo em que fala de liberdade, desejo, ciúme e traição. Sem julgamentos ou maniqueísmos, a obra expõe relações de amor e amizade, direito e dever e estimula uma reflexão sobre a autonomia do homem diante da sociedade. Bem encadeada e rica em imagens, a trama mistura elementos da realidade histórica das tribos celtas com situações e detalhes nascidos da imaginação de uma grande contadora de histórias. A obra seduz pelo tema fascinante, a linguagem sem rebuscamento e a sucessão ágil dos acontecimentos. Apesar de dirigida ao público jovem, tem tudo para prender o leitor de qualquer idade.

Eu nao sei se a vida é maior que a morte, mas o amor foi maior que ambas. - Tristão e Isolda

A princesa da Irlanda, Isolda, foi prometida em casamento ao Rei Marcos, da Cornualha, e a história se inicia, com a mãe de Isolda, a rainha, preparando um vinho, cujo líquido, o casal deveria beber na noite de núpcias, para que fiquem amarrados em uma paixão avassaladora. Ela faz isso pensando na felicidade da filha, que tem uma "paixonite" pelo sobrinho de Marcos, Tristão.

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