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Literatura

“A Hora dos Ruminantes”, o chegar do nada de José J. Veiga

Eu gosto muito de ler livros nacionais, então quando a editora Companhia das Letras disponibilizou “A Hora dos Ruminantes” para resenha eu fiquei muito interessada para conhecer mais sobre o livro mais famoso do autor José J. Veiga. Espero que gostem da resenha e descubram assim como eu descobri que alguns livros simplesmente chegam e as vezes vão embora sem que a gente perceba.

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 “A Hora dos Ruminantes” é considerado um dos livros mais importantes de José J. Veiga, que já foi jornalista, redator, tradutor e ganhou o  prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.

A história do romance se passa na pequenina cidade de Manarairema que tem sua rotina comum e pacata atormetada por uma novidade que deixa os moradores sem saber o que fazer. Sem qualquer explicação uma legião de homens desconhecidos decidem acampar na cidadezinha e logo depois deles a cidade também é atormentada por cães e bois que resolvem chegar sem nenhuma explicação para atrapalhar o dia a dia da cidade.

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 Muitas coisas são interessantes na construção de “A Hora dos Ruminantes” mas a principal entre elas para mim, é a forma com que o autor consegue desenvolver uma história sem explicações sem que necessariamente o leitor note que tudo não teve explicação. É uma daquelas típicas histórias onde ao terminar de ler precisamos analisar as metáforas, entender as mensagens e notar que não estamos falando sobre o final da obra e sim sobre tudo o que os personagens e  a cidade (também personagem aqui) viveu durante a obra.

Veiga escreveu uma fábula completamente marcante. Uma história que é preciso ler e recomendar mesmo que você não entenda exatamente o motivo pelo qual está recomendando. Pois o final não importa. Tão pouco importa o que aconteceu antes e como as coisas que aconteceram chegaram a acontecer. Importa apenas que aconteceu, e aconteceu assim sem mais ou sem menos.

Um livro interessante para todos aqueles que gostam da boa literatura nacional e estão dispostos a viver uma história e não se preocupam com o final.

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ISBN-10: 8535925376 | Ano: 2015 | Páginas: 152 | Idioma: português | Editora: Companhia das Letras

José J. Veiga nasceu em Corumbá de Goiás, em 1915. Transferiu-se para o Rio de Janeiro depois que terminou os estudos secundários, onde se formou em Direito, em 1941.
Como jornalista trabalhou em O Globo, na Tribuna da Imprensa e na BBC, em Londres. Foi também tradutor e redator da Reader’s Digest e coordenou o Departamento Editorial da Fundação Getúlio Vargas.
Estreou como ficcionista em 1959, com Os cavalinhos de Platiplanto, livro que recebeu vários prêmios (Menção Honrosa da Comissão Julgadora do Prêmio Monteiro Lobato e Prêmio Fábio Prado). Com o livro Sombras de reis barbudos, em 1973, recebeu o prêmio Menção Honrosa pelo Concurso Nacional de Literatura.
Ganhou o Jabuti com as obras De jogos e festas, Aquele mundo de vasabarros e O risonho cavalo do príncipe. Em 1997, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Faleceu aos 84 anos de idade, em setembro de 1999. 

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Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

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