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Literatura Nacional

A Substância em Aristóteles por Lucas Mesk

Em Aristóteles, o estudo do Ser é fundamentalmente o estudo das substâncias. Enquanto, por um lado, havia filósofos que atribuíam uma unidade ao Ser e outros que lhe conferiam multiplicidades, Aristóteles entende que o Ser pode se apresentar de diversas maneiras possíveis. A essas variações do modo como o Ser se apresenta, dá-se o nome de categorias.
Contudo, antes de qualquer análise, faz-se necessário definir o conceito de substância para Aristóteles. De modo objetivo, parece sensato afirmar que a substância em si é o suporte pelo qual a matéria se constitui em algo seguindo uma forma. Enquanto matéria é aquilo de que é feito algo, e forma é aquilo que faz com que a coisa seja o que é, e o que lhe confere unidade e sentido. Um modo de considerar essa aplicação é imaginando um sapato de couro. Tal substância é composta pela matéria couro e pela forma sapato.
As categorias, no entanto, estabelecem maneiras de como se referir a uma substância em termos de proposição que declaramos sobre a coisa. São indicações do quanto a substância é, faz ou, até mesmo, está, e Aristóteles considera a existência de nove delas com as quais se diz sobre o ser: qualidade, quantidade, relação, lugar, posição, tempo, posse, ação e paixão. Ou seja, um livro pode ser azul, pode estar em Curitiba no Paraná e pode ser em 2013. A qualidade, o espaço e o tempo são formas de se referir a substância livro, entretanto o livro continuaria sendo um livro se fosse verde ou estivesse em Tókio no Japão no ano de 2012. Não obstante, as categorias servem para fazer menção a características de uma mesma substância.
É curioso notar que a substância tem um privilégio sobre as categorias acidentais, pois ela consegue existir independente de determinada característica qualitativa, temporal ou espacial, por outro lado o azul, por exemplo, não sobrevive de maneira autônoma enquanto substância. Só refere-se ao azul aplicado em determinado composto de forma e matéria, nunca como ente independente de outro objeto de relação. Desse modo, Aristóteles pode construir um método de concepção ontológica a partir da ideia de que o ser se diz de muitas maneiras.

3 Comments

  • Kelry Caroline
    5 de março de 2013 at 17:00

    Filosofando aqui Anna, kkkk achei muito interessante

    Reply
  • Monica Silva
    6 de março de 2013 at 18:24

    Gente, eu fico pancada quando leio essas paradas de filosofia. Começo a rir à toa da minha ignorância e da mistura das palavras no meu coquinho kkkkkkk Mas adoro ficar loucona com as palavras!! Desculpem a loucura! hehehe

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  • Talita Silva
    6 de março de 2013 at 21:36

    Fico do mesmo jeito que a Monica. Eu até tento entender, mas fica só no tentar. :c

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