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Literatura Nacional

As tendências da indústria dos games

Os olhos atentos dos Pausianos devem ter notado, sendo gamers ou não, o alvoroço que o público jogador esta fazendo com The Last of Us e, anteriormente em 2013, Bioshock Infinite. Com certeza são obras de arte supremas dentro da nossa querida indústria, tem seus deslizes sim, mas nada que ofusque a experiência total. Mais tarde, ainda neste ano, temos a promessa de GTA V, os esperançosos (eu) sempre acreditando em Half Life 3, os fãs de terror (o/) com Amnesia A Machine for Pigs e Outlast e a curiosidade de como fecharão o enredo da franquia Lords of Shadow, aquele Castlevania onde você joga com o Drácula.

Tudo muito bonito, mas já parou pra pensar qual é a causa, motivo, razão ou circunstância desse descontrole hormonal dos gamers? Uma aula rápida de história: a indústria dos games sofreu uma crise em 1983, uma época obscura, cercada por jogos ruins e periféricos porcaria, onde CADA empresa ou pessoa que tivesse almas grana o suficiente, poderia fazer um jogo para o antigo Atari. Então, Nintendo rasga os céus e desce como uma salvadora, lançando o Nintendo Entertainment System, ou Famicom no Japão, ou Nintedinho no Brasil. Com esse novo console, a dona do Mario salvou, sozinha, todo o mercado norte americano de vídeo games. Em 2008, aconteceu o recesso da bolsa de valores, onde muitas indústrias foram danificadas, principalmente a frágil indústria dos games, que ainda tenta se recuperar do ocorrido.

 

Eu salvei sua vida de gamer!

Eu salvei sua vida de gamer!

Nós éramos acostumados a ter grandes hits, jogos memoráveis que motivam conversas nostálgicas sobre como foi difícil derrotar aquele inimigo ou como se emocionou em determinado momento. Hoje em dia, acabamos por ter mais do mesmo, é um The Last of Us para cada vinte Call of Duty. As grandes empresas de games acabaram por ficar com medo de investir em algo novo, de dar tempo às suas desenvolvedoras para fazer algo único e criaram uma realidade onde, para um jogo fazer “sucesso”, você deve ter pessoas matando pessoas com armas de fogo, gráficos fotorrealistas e orçamentos e expectativas de lucro maiores que a realidade em si é capaz de conceber. Não acredita em mim? Depois da piadinha “Arrow in the knee” de Skyrim, quantos jogos, desde 2011, contém arco e flecha como arma que ganha os holofotes?  Depois da tsunami de dinheiro que foi Call of Duty 4 Modern Warfare, quantos jogos de guerra moderna, com progressão de enredo quase hollywoodiano, tem por aí? Depois de Gears of War, em quantos jogos você gruda na parede, com um fervor quase sexual, para escapar de balas ou outros projéteis? Sim, caros leitores, isso é tendência.

Não me entendam mal, toda indústria tem sua tendência. Uma companhia vai lá e cria algo inovador, que enche seus bolsos de dinheiros, é claro que é uma questão de tempo que outras companhias adotem aquelas ideias em seus próximos produtos, isso é mercado. O problema na infantil indústria dos games é que todo mundo fica em cima da mesma tecla, sem assumir a culpa pelos seus erros. Ela ainda tende a destruir franquias já consagradas, como Mass Effect e Call of Battlefield.

 

E eu agora estou acabando com ela!

E eu agora estou acabando com ela!

Eu vejo que é estranho louvar The Last of Us e Bioshock Infinite do jeito que as pessoas estão fazendo, mas, na linguagem popular, “é o que ta tendo”. Estamos tão cansados de jogos rasos que, quando aparece um realmente bom, o céu explode em confetes e anjos descem trazendo o game em uma bandeja de diamante. Nós, os consumidores, temos o poder de mudar isso, assim como nossos colegas da década de 80: o dinheiro. Simples, se você não comprar Call of Duty Ghosts, você vai contribuir para que a Activision saia da sua zona de conforto e nos dê algo melhor. Se você não comprar Battlefield 4, vai avisar pra EA deixar de ser babaca e começar a se importar mais com seus consumidores. Naughty Dog e Irrational Games fizeram um trabalho espetacular em seus jogos, quanto à isso não tenha dúvidas, mas eu ainda me lembro de uma época onde era de costume ver jogos assim, que foram feitos com dedicação, dando tempo ao tempo e com a preocupação de criar uma obra prima, hoje a indústria só se preocupa em encher os bolsos de dinheiro, bolsos esses que já tem mais dinheiro do que necessitam.

About Author

Olá, meu nome é Jhonatan Ferreira Gomes. Sou formado em Psicologia pela Universidade do Sagrado Coração. Meu interesse está na aera comportamental, neurociências e aprendizagem. Sou um amante da arte visual e interativa dos videogames, além de todas as outras páreas da cultura nerd e me proponho a dialogar com você os motivos desse amor. Tenha um excelente dia e continue sendo incrível! Email para contato: jhowfg@gmail.com

1 Comment

  • Emmett Bowman
    28 de julho de 2013 at 21:31

    Antigamente os games eram liberados em cartuchos ou fitas, e existem com certeza muitos games clássicos que surgiram nessa época, como Super Mario, Sonic e o Mortal Kombat e esses games não já não estão mais disponíveis no mercado e nem mesmo os seus consoles, ficando exclusivos para pessoas que realmente gostam de jogos antigos e colecionam esses itens como se fossem relíquias.

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