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Literatura Nacional

Como estragar uma grande ideia

Com o avanço da tecnologia, a indústria dos games se beneficiou muito, mas não necessariamente beneficiando seus consumidores com isso. Nos últimos 10 anos, vimos a notória ascensão de lojas virtuais como Steam e Good Old Games, presenciamos também a forte conectividade entre os jogadores de todo o mundo, com uma demanda alta de multiplayer em todos os lançamentos (o que acho desnecessário) e, por último, porém mais controverso, os DLC’s, ou Downloadable Content.

O que você provavelmente lembra como ”game add-on”, que era um conteúdo adicional que vinha meses depois do lançamento do game, muitas vezes com missões extras ou uma história completamente nova, hoje tomou a forma dessa máquina descarada de roubar dinheiro, cuja sigla sempre me confunde quando alguém abrevia a palavra delícia.

Como critiquei em outros artigos do Pausa, a infantil indústria dos games, principalmente a parcela que produz os grandes títulos, ou títulos AAA, sempre quer dar um jeito de lucrar mais e mais em cima de um mesmo game, usando sua paixão por ele como combustível. Em um passado não muito distante, tivemos o fiasco com a Capcom, que estava vendendo seus jogos com DLC incluso no disco, ou seja, o que anos atrás era desbloqueado com o fruto da sua persistência e determinação, hoje deve ser comprado dentro do disco no dia do lançamento, quase como pedir uma pizza de calabresa e, na hora de retirar, tem que pagar um preço adicional pela calabresa.

Como os DLCs funcionam

Como os DLCs funcionam

Esse é um tipo de ação que me da nojo. Os engravatados se aproveitam de nossa nobreza e transformam uma genial ideia, que poderia trazer muito mais conteúdo legal para adicionar mais horas de jogo com mais novidades, num esquema parasita que vai te sugar por completo se não souber ter controle. Outra coisa que é bom lembrar (não é, mas é) são as produtoras que anunciam o “Day one DLC”, conteúdo adicional que você compra já no dia do lançamento. Diga-me se isso tem lógica: lançar um game com conteúdo extra pago já no primeiro dia, ao invés de coloca-lo no disco do jogo e vender o pacote completo, sim, a lógica dos lucros fala mais alto, mas onde esta o respeito com o consumidor?

Mas onde tem Ifrit, tem Shiva. Exemplos de empresas como Bethesda, que presenteou Skyrim com o magnífico DLC Dragonborn, e Irrational Games, que nos trará Burial at Sea, para Bioshock Infinite, são esperanças que nos ajuda a acreditar numa indústria mais coesa e amistosa com seus consumidores.

About Author

Olá, meu nome é Jhonatan Ferreira Gomes. Sou formado em Psicologia pela Universidade do Sagrado Coração. Meu interesse está na aera comportamental, neurociências e aprendizagem. Sou um amante da arte visual e interativa dos videogames, além de todas as outras páreas da cultura nerd e me proponho a dialogar com você os motivos desse amor. Tenha um excelente dia e continue sendo incrível! Email para contato: jhowfg@gmail.com

4 Comments

  • Franciely
    14 de setembro de 2013 at 21:01

    Acho um disparate essa loucura de DLCs também. Eu super feliz comprei a trilogia Mass Effect, joguei o primeiro jogo, joguei o segundo jogo e no terceiro jogo o jogo começa de um ponto onde eu nao parei no segundo. Daí descubro que tem uma DLC com o final do jogo 2!!! Como assim? Me venderam um jogo onde pra saber o final eu preciso comprar uma dlc? Por mais legal que seja a DLC eu quero ter a opção de não comprá-la e mesmo assim ter o jogo completo, com início, meio e fim! Isso já me estressou muito e hoje em dia só compro jogos em promoção (ou jogos como Bioshock Infinite e Skyrim, que respeitam minimamente o consumidor) na Steam onde posso comprar as malditas DLCs por preço de banana.

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    • FabianoGM
      14 de setembro de 2013 at 21:14

      Nenhuma DLC do ME2, te coloca no ponto de início do ME3! hehehe
      Existe um material promocional, uns comics que – pra variar – não vieram pro Brasil e que explicam o que aconteceu com o Shepard entre o fim de ME2 e o início de ME3.
      Tem pra download, é só procurar que vc acha! 🙂

      Origin ID: NunesN7BR (ainda ativo no MP de ME3, se quiser jogar!)

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  • FabianoGM
    14 de setembro de 2013 at 21:11

    Cara, isso tudo depende do tipo de DLC que estamos falando e de quanto essa DLC é relevante dentro do enredo de um jogo ou fundamentalmente importante pra que o jogador possa vencer desafios sem grandes dificuldades. Um exemplo que ocorreu ano passado, foi com a franquia de Mass Effect, da Bioware/EA. Houve uma Day-One DLC, mas na prática, esse conteúdo era totalmente opcional, assim como todas as DLC’s de Mass Effect 3, que são em essência, Spin-Offs, missões paralelas que complementam o enredo, mas não interferem no desenrolar do jogo base. É claro que quando você é fã, você vai comprar! E é claro que eles vão cobrar um preço compatível com o trabalho que tiveram e com uma estimativa de lucros, afinal, são empresas! DLC é o tipo de coisa que compra quem quer e quem não quiser, não vai sofrer as consequências disso… pior, muito pior, é o caso das micro-transações que existem nos MMO’s, onde as melhores armas você precisa pagar em cash, se pretende ter condições de avançar no jogo e se divertir.

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    • neto592
      16 de setembro de 2013 at 05:28

      FabianoGM, você está coberto de razão. É uma vergonha o que certas “Blizzards” por aí criam itens que na prática, só podem ser comprados com dinheiro de verdade…

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