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“Dias Perfeitos” de Raphael Montes, foram dias de leitura quase perfeitos.

FINALMENTE!
Quando “Dias Perfeitos” foi lançado, eu recebi um exemplar da Companhia das Letras e fiquei louca pra ler, só que tivemos um problema: TODO MUNDO que me conhece queria saber o que eu tinha achado do livro. Comecei a achar aquilo muito estranho e esperei o momento de euforia passar para finalmente começar a leitura.

Então desculpe pela demora, agora eu finalmente posso falar o que achei do final tão comentado de “Dias Perfeitos” de Raphael Montes.

Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.

O que você faria?

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 Sou a louca do romance policial. Comecei com Agatha Christie e Arthur Conan Doyle como todo bom apaixonado por literatura policial e parti por um caminho sem volta. Então fico super empolgada quando conheço algo brasileiro dentro do gênero e “Dias Perfeitos” não me decepcionou nesse ponto.

Durante a leitura eu me surpreendia com a forma que Raphael construiu toda a sua história. Os personagens são cativantes, você se questiona sobre quem é o verdadeiro vilão e muitas vezes se pergunta de que lado, você como leitor, realmente está.

Não existe certo ou errado na história de amor que Raphael teve vontade de nos contar. Claro, sem dúvidas “Dias Perfeitos” não é um livro que agradará gregos e troianos, muito menos “Clarices” e “Téos”. Você pode até não gostar de alguns pontos, duvidar da força do final (calma, nós já chegamos lá) e se perguntar sobre alguns acontecimentos um tanto quanto duvidosos, só que algo é inegável: Raphael consegue escrever com grande sabedoria na hora de conquistar seu leitor e deixar ele na palma da sua mão,  morrendo de ansiedade sobre os acontecimentos finais.

 Antes de chegar ao final eu quero dizer que gostei muito de “Dias Perfeitos”, gostei da forma com que ele é escrito, dos personagens, das motivações dentro da história e só faltou muito pouco para que o conjunto da obra não se tornasse “perfeito” para mim.

É difícil demais escrever sobre o final de Dias Perfeitos. Primeiro que eu não posso contar nada para vocês e segundo: eu não consigo gostar dele. Sinceramente? Eu detestei com todas as minhas forças. Fiquei revoltada e até mesmo triste. Eu não esperava aquilo do Raphael depois de todo o romance incrível que ele me entregou. O final não poderia ser, na minha interpretação, tão injusto.
E tem um motivo bem específico, eu explico: Logo nas primeiras páginas quando a “Clarice” aparece, falei dela para uma amiga minha que se chama “Clarissa”. Falei da personagem com um nome parecido com o seu e confessei (e a Clarissa está ai para não me deixar mentir) como imaginava que a história acabaria. E bem… Eu acertei. Pra mim, esse momento previsível da história me fez ficar realmente decepcionada com o final.

Só que essa sou eu e sinceramente acho que o livro vale muito. Mesmo que o final não seja do meu agrado. O livro tem um valor muito grande pra jovem literatura policial e com toda a certeza já coloquei Suicidas, outro livro do autor, na minha wishlist. Raphael tem talento e eu quero acompanhar sua jornada na literatura (mesmo que ele me odeie depois do que comentei sobre seu final maroto).

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ISBN: 9788535924015 | Ano: 2014 | Páginas: 280 | Editora: Companhia das Letras

Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Advogado e escritor, publicou contos em diversas antologias de mistério, inclusive na Playboy e na prestigiada revista americana Ellery Queen Mystery Magazine. Suicidas (Saraiva), romance de estreia do autor, foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura 2010, do prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prêmio São Paulo de Literatura 2013.

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Baci ;*

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