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Minecraft se tornou, rapidamente, um ícone do setor indie da indústria dos games. Com pouco investimento, porém uma ambição gigante, Markus Persson, ou também conhecido como Notch, criou um game simples, mas de uma escala inimaginável.O mundo parece uma representação de lego da Nova Zelândia, os gráficos parecem ser de uma realidade onde o Nintendinho suporta gráficos 3D e o som é quase inexistente, contudo, esse game é uma das melhores ferramentas de criatividade já criadas.

Como demonstrei anteriormente no artigo A Lógica da Ignorância, as pessoas tendem a olhar superficialmente para as coisas e desmerecê-las por isso. É fácil julgar Minecraft pela falta de visuais que estejam a par dos que somos acostumados a ver hoje em dia, mas o resultado proveitoso mesmo é quando se tem um primeiro contato que durem 4 horas, onde você esquece vários dos seus compromissos.

Essa é a minha casa do game. NÃO JULGUEM, sou mais do tipo explorador u___u

Essa é a minha casa do game. NÃO JULGUEM, sou mais do tipo explorador u___u

O adjetivo “inteligência” é muito superestimado hoje em dia. Se você pode aprender alguma coisa, pode resolver problemas, consegue ser criativo ou até mesmo resiliente, você é inteligente, todos somos inteligentes (ok, nem todos, mas isso é outra história). Não há muitas opções melhores no mundo dos games para desenvolver a criatividade que Minecraft, e isso é algo indiscutível. No game, você pode fazer o que quiser (menos uma roda), pensar em várias formas de conquistar dificuldades, construir sua proteção para as noites, cultivar plantas, adotar animais, desenvolver engenhocas pra facilitar sua exploração e até explorar outras dimensões, pra fazer basicamente o mesmo. Mesmo que eu não seja fã, o fator multiplayer também é algo forte em Minecraft, apenas pelo fato que é a criatividade de várias pessoas trabalhando junto, onde o resultado é a criação de representações de vários cenários da cultura nerd, como Terra Média, Westeros e até a Enterprise.

Minecraft esta sendo usado pela educação em quase 4 mil escolas no mundo todo. Um dos pioneiros dessa tentativa, Joel Levin, professor em Nova York, teve a ideia de adaptar o game para sua sala de biologia após ver sua filha de cinco anos construindo uma casa na árvore dentro do jogo. Na China, os alunos aprendem literatura com a reconstrução de cenários descritos nesses livros. Foi até mesmo criado um projeto intitulado MinecraftEDU, que visa vender cópias do game com 50% de desconto para escolas. Além de educação, o game também esta sendo dirigido para projetos sociais. A ONU pretende, com seu programa “Bloco por Bloco” até 2016, revitalizar espaços urbanos com a ajuda do jogo. A ideia é representar esses espaços dentro do mundo de Minecraft e deixar que os jovens usem sua imaginação para reconstruir o local. Especificando matérias, Minecraft pode ajudar em matemática, geografia, química e até mesmo computação básica. Usando essa ferramenta, poderá haver uma melhoria significativa em prol da educação.

Ainda estou pensando em que tipo de loucura vou usar isso tudo...

Ainda estou pensando em que tipo de loucura vou usar isso tudo…

Claro que não quero dizer que quem joga Minecraft é inteligente, os deuses sabem como tem gente estranha em todo lugar, mas o conceito de usa-lo para explorar, em nível elevado, a criatividade das pessoas de várias idades é muito válido. Mas esse é apenas um exemplo de como o game não se limita apenas à gráficos ultrapassados e perda de tempo. Se pararmos para avaliar, é melhor que vocês, leitores que já são pais, comprem Minecraft para seus filhos do que, digamos, GTA V.

Há muito a ser explorado em Minecraft, não apenas a criatividade. Eu sei que muitas das pessoas que criticam Minecraft nunca ao menos desejaram jogar e ter uma experiência própria, para essas pessoas a mensagem é: sejam menos preconceituosos. A sua opinião só é válida quando você entrou em contato com o determinado assunto. Para aqueles que jogaram e, ainda assim, não se identificaram com a experiência proporcionada, respeito sua opinião, mas não há como negar que a Mojang criou não apenas um game, mas uma ferramenta que, em si, tem inúmeras possibilidades.

About Author

Olá, meu nome é Jhonatan Ferreira Gomes. Sou formado em Psicologia pela Universidade do Sagrado Coração. Meu interesse está na aera comportamental, neurociências e aprendizagem. Sou um amante da arte visual e interativa dos videogames, além de todas as outras páreas da cultura nerd e me proponho a dialogar com você os motivos desse amor. Tenha um excelente dia e continue sendo incrível! Email para contato: jhowfg@gmail.com

2 Comments

  • Paulo
    4 de novembro de 2013 at 18:11

    Concordo achei muito interessante essa iniciativa nas escolas pq sei q ésse jogo estimula a criativadade das pessoas,e com certeza 90% dos que criticam ele nunca jogaram.E vc pode interagir muito com as pessoas nesse jogo, pode jogar com seus amigos,jogar em servers etc.

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  • Flavinha
    8 de novembro de 2013 at 09:03

    Cara, perdi meu note pra minha filha por causa desse jogo haha.

    Eu acho bem interessante que nos dias de hoje, esse joguinho se destaque com seus gráficos retrô. Se eu deixar, meus filhos passam horas jogando, às vezes nem parece que tem criança em casa.

    A simplicidade dele me faz lembrar meus tempos de criança, jogando nintendinho.

    http://www.chatadoslivros.blogspot.com.br

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