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Histórias de Dragões

Quem não gosta de histórias de dragões? São seres espetaculares, detentores de uma sabedoria milenar, capazes de entender os meandros da humanidade, as vezes, até guia-la para que atinja objetivos maiores e mais complexos.

O dragão, do grego drakon, é uma figura normalmente associada a deuses celestes e governantes, conforme definição no livro Sinais & Símbolos (Editora Martinsfontes, 2012) e hoje é muito usado como um ser criativo e destrutivo. O País de Gales tem como emblema um dragão vermelho e sua lenda remonta a luta entre os saxões invasores.

As melhores histórias com dragões eu não li, mas joguei. Os RPGs de 2012 colocaram o dragão em um papel importante para a humanidade. Não vou dar spoilers nem fazer a resenha de cada jogo, ok? Vocês já sabem onde procurar isso.

Vamos lá:

Em Skyrim, o dragão é a ameaça que deve ser eliminada, mas ao mesmo tempo, é o responsável pelo ciclo de vida do Dragonborn – o herói do jogo. No decorrer da jogatina, você se depara com mais informações sobre quem você é e isso revela mais também sobre o dragão que você deve matar. É um roteiro primoroso, cheio de detalhes e escolhas. O Dragonborg é capaz de usar a língua dos dragões – FUS-RO-DAH em todo mundo – para conseguir completar suas missões e isso demonstra o tipo de ligação entre o herói e a fera.

Minha melhor recordação do jogo é quando você encontra um dragão no alto de uma montanha e o dragão explica a você como ele conseguiu sair do ciclo de violência necessário ao mundo. Uma obra prima que acho deve ter passado sem chamar a atenção de muitos jogadores.

Dragon´s Dogma é outro exemplo de história com dragão que tem um enredo espetacular. No começo, as histórias entre Skyrim e Dragon´s Dogma parecem muito semelhantes – Um dragão surge depois de anos, um camponês que possui uma ligação com o Dragão, a revelação que o camponês é o herói: Dragonborn em Skyrim ou Arisen em Dragon´s Dogma (quem me conhece sabe que não gosto nem um pouco do “caminho do herói, mas vai lá, sem isso, não teríamos histórias de dragões) e a missão principal do herói: matar o dragão. As diferenças aparecem justamente quando você começa a entender as razões do dragão, não do herói. Do meio do jogo em diante, o enredo muda. Pessoas também ligadas ao dragão surgem e seres fantásticos começam a te contar sobre o equilíbrio do mundo, a razão do dragão existir e a forma como isso influencia na sua vida e nas das demais pessoas. Um dos finais do jogo (são 7 ao todo) é um daqueles finais que se fosse em um livro, você ficaria de queixo caído, finalmente compreendendo a razão da aventura depois de páginas e páginas de incerteza.

 

Mais do que apenas jogar, vale a pena conferir (e entender) a história por trás desses dois jogos. São tantos detalhes e muitos deles não estão relacionados ao jogo em si, mas ao universo que o jogo pertence e não são contados diretamente pela narrativa do game. Para saber mais, o jogador tem que ler livros e domos encontrados em diversos lugares como cavernas e bibliotecas assombradas, encontrar NPCs que sabem mais alguma coisa, fuçar, perguntar, conversar e, vejam só, viver a aventura.

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