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Literatura Nacional

Lançamento do livro Kill all Enemies de Melvin Burgess em SP

Você já teve a sensação de não se encaixar no mundo?

Se você tem 13, 15, 20, 45 ou 70 anos e está com Kill All Enemies nas mãos, você está com sorte. Porque este é um belo livro, capaz de arrepiar, emocionar e fazer pensar. Estamos falando de emoção pura, à flor da pele, provocada pelas histórias de Billie – a menina
que rola pra lá e pra cá, boa de briga, que enfrenta o mundo na base da porrada; Rob – o gordinho boa-praça, fã do heavy metal, atormentado pelo padastro em casa e pelo bullying na escola, e Chris – o cara rebelde, que odeia fazer lição de casa. Depois de conhecer o dia-a-dia desta turma, é difícil para o leitor imaginar como tanta coisa errada, tanta tristeza, revolta e angústia podem caber nos corações de pessoas tão jovens. Eles estão perdidos em meio a conflitos praticamente sem saída. Pais bêbados ou violentos, mães ausentes ou alcoólatras, mais preocupadas com seus namorados vagabundos do que com seus próprios filhos.

Melvin Burgess conduz com maestria esta história descarnada e verdadeira. Mostra crianças que, a despeito de toda a maldade que o mundo é capaz de proporcionar – da violência sexual ao abandono e o desprezo –, insistem em sobreviver e amar. Generosidade é a palavra que define este livro. Se por um lado Kill All Enemies mostra o lado escuro, oculto e sórdido das relações familiares,
por outro ele deixa uma porta luminosa aberta para a esperança.

Kill all Enemies tornou-se bestseller ao ser lançado na Inglaterra e na França. Agora, chega ao Brasil no mês de março pela L&PM Editores, com tradução de Alexandre Boide. Melvin Burgess baseou-se em personagens reais, entrevistou vários alunos das chamadas Unidades de Recuperação Estudantis da Inglaterra e compôs uma história que poderia estar acontecendo neste exato momento ali na
escola da esquina. Aliás, talvez esteja.

“Fazia um tempão que eu não via a minha mãe. Ela é depressiva. Pelo menos era sso que Hannah achava. ‘Depressão clínica não tratada, é isso o que me parec’”, ela falou. Pra mim, aquilo era bebedeira não tratada.” (Billie)

 

“Meu pai veio pra cima. Ele me segurou pelo pescoço, imprensado contra a parede, com seu bafo de feijão bem na minha cara.
– Você já fez todos os exames… não tem nenhu problema mental. Já ficou de castigo, já ficou sem mesada… não funcionou. A única coisa que eu não fiz foi bater em você.Não me obrigue a bater em você!” (Chris)

 

“Minha mãe tinha me deixado com um cara que me odeia – o homem que me destruiu meus sonhos e me tratava que nem merda. Eu não tinha amigos. Tinha sido jogado na lama, cuspido, espancado, e a minha camiseta, única coisa que prestava na minha vida, estava
rasgada, enlameada.” (Rob)

 

“Billie precisa ser durona porque tem o coração mole. É a única maneira que ela encontrou de sobreviver. E é por isso que o caso dela é tão especial. Aquela menina tem o coração mais generoso que eu já vi. Se as outras pessoas soubessem. Se pelo menos ela soubesse.”
(Hannah)

Burgess estará em São Paulo no dia 14 de março de 2013, na Livraria da Vila Lorena, autografando Kill all Enemies.

 

About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

1 Comment

  • Kelry Caroline
    12 de março de 2013 at 23:50

    hahahaha gostei bastante do livro, pena que n sou de SP!

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