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Algum tempo atrás, eu li uma noticia que a série Assassin’s Creed poderia ter um episódio no Brasil. Confesso que a ideia não me empolgou, mas falo disso outra hora. Semana passada, terminei o Max Payne 3, que se passa em São Paulo e resolvi pensar um pouco sobre o Brasil nos games.

 

 

A primeira vez que vi a bandeira do Brasil em um jogo foi em uma máquina de fliperama do Street Fighter 2, quando você selecionava o Blanka para jogar. Bem, vejam só: Blanka é verde, com caninos pontudos, peludo e capaz de soltar eletricidade. Mas quem viu o final do Blanka sabe que ele não nasceu aqui e sim caiu de um avião na Amazônia e cresceu entre os animais. Fiquei meio assim ao ver que no jogo, com exceção do Dalshim, Blanka não era nem um pouco parecido com um humano de verdade, mas isso não me impediu de jogar várias vezes com ele. Outro brasileiro verde (baita fixação, hein?) também apareceu em Drakstalkers: Rukio – um ser aquático vindo da, ora, vejam, Amazônia(?!).

Se você achou esses dois bizarros, espere até conhecer Frank Goldfinger. 

Frank Goldfinger não é brasileiro de nascença (idem ao Blanka) mas sua biografia diz que ele se tornou um ninja(?) quando seu avião caiu em um vilarejo na (não, de novo não) Amazônia e lá ele foi treinado por uma gata chamada Mao(????). Frank usa uma espada gigante(?????) e seu uniforme é espalhafatoso, além de lutar pela liberdade (??????). É um personagem jogável de Shadow Hearts: From the New World (2004) para o PS2. Sério, o que eles estavam pensando???

Outro jogo que me lembro e que tem o Brasil foi Counter Strike – Source. O famoso mapa de_favela_rio. Era um dos meus mapas preferidos e tive a grata surpresa de ver que a ideia foi reaproveitada em Modern Warfare 2, com mais detalhes, traficantes e pessoas gritando em português, botijões de gás explodindo e tudo mais. Max Payne também se aventura em outra favela, em São Paulo e a Rockstar fez um belo trabalho de ambientação e localização (a dublagem, como sempre, deixa a desejar, mas seguimos em frente).

Se falarmos de futebol, o Brasil é penta 🙂 . A edição 2013 do FIFA já traz narradores brasileiros e clubes nacionais, com escalação completa e atualizada (tá certo, tem alguns furos ainda, mas é um passo enorme em comparação com as demais edições).

O  Brasil se tornou um grande mercado para a indústria dos games e com certeza, veremos mais jogos ambientados aqui. Quem sabe, os produtores deixam a Amazônia (e as favelas) em paz e fazem jogos em outros lugares, mostrando um pouco mais da nossa cultura.

Eu, particularmente, gostaria de ver o Capitão Nascimento em um jogo estilo Call of Duty ou até mesmo como Max Payne. Seria interessante e bem divertido.

Aperte X e Pede pra sair! 🙂

About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

4 Comments

  • Aymée Meira
    7 de fevereiro de 2013 at 00:10

    também torço por isso gustavo.
    adorei seu post.
    adoro games também. o/

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  • Monica Silva
    7 de fevereiro de 2013 at 00:40

    Ri muito cara, o país todo é uma Amazônia sem fim… kkkkkkkkkk

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  • Talita Silva
    7 de fevereiro de 2013 at 13:19

    Sempre enxergo estereótipos nesse tipo de coisa e é daqueles que ainda me dá nos nervos. Concordo contigo, bem que os produtores podiam deixar a Amazônia e as favelas de lado e ambientar os jogos em outros lugares, seria bem bacana.

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  • Ester Ribeiro
    12 de fevereiro de 2013 at 15:09

    A idéia do Capitão Nascimento é boa! Como o Brasil também tem hoje mais visibilidade lá fora, juntando a Copa e as Olimpíadas, a visão que os estrangeiros têm de nós é mais próxima da realidade do que aquela de alguns anos atrás, onde éramos só Amazônia. Mas é claro que estereótipos sempre ficam – é inevitável – e vamos ver muita coisa errada, porém não tão absurdas, acredito.

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