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Cinema

O amadurecimento que Alfonso Cuarón trouxe para os filmes de Harry Potter

Responsável por trazer uma nova aura aos filmes da saga de bruxos mais famosa do mundo, a adaptação do livro “Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban” para as telas de cinema foi lançada no ano de 2004. Arrecadou quase 800 milhões de dólares em bilheteria e ostenta, até hoje, o posto de filme mais bem avaliado da série cinematográfica, tendo conquistado o BAFTA de Prêmio Orange de Melhor Filme.

A trama gira em torno da informação de que o temido assassino Sirius Black, até então preso na prisão de segurança máxima do mundo mágico, Azkaban, consegue fugir dos dementadores, criaturas que se alimentam do medo dos prisioneiros  e que são responsáveis pela segurança do local, e está procurando por Harry Potter.

Harry e seus amigos têm de enfrentar o ano mais tenso de suas vidas. Hogwarts agora é vigiada por dementadores, que estão apostos para encontrarem Sirius Black, se ele for corajoso o suficiente para se aventurar nas terras do castelo. O clima na escola fica pesado e sombrio. A presença dos dementadores mostra que Hogwarts não é tão segura quanto antes.  

A obra é facilmente detectada como uma produção de Cuarón. É o filme da saga que mais utiliza de closes nos rostos dos personagens e de contrastes de tons para representar os sentimentos das cenas. Os tons do filme são mais escuros, e em momentos onde os personagens se sentem felizes, é possível notar um leve acréscimo do brilho. Além disso, os personagens, como em todos os filmes do diretor, passam por diversos processos de descobertas interiores e de reflexões morais.

Os atores entregaram suas melhores atuações, com Cuarón interferindo diretamente no processo de preparação. Ela sempre deixava explícito nos sets o seu desejo de ver os personagens se expressarem com mais do que palavras, mas com expressões marcadas (sem ser caricatas) e não estáticas. É preciso destacar a melhora das atuações de Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliffe,  que representaram as características dos personagens tal como nos livros. 

Até os cenários sofreram alterações, após um pedido do diretor para que os terrenos e o castelo de Hogwarts fossem ampliados. Ele queria que os espectadores se sentissem descobrindo a cada ato, um novo cantinho do castelo, indo além dos poucos cômodos do castelo e partes da floresta que foram mostrados ao público nos dois primeiros filmes

É nítido a fluidez da história. O diretor cortou algumas cenas, como as de quadribol, para não perder o ritmo do filme. A trilha sonora, composta por John Williams, ajuda muito nessa construção, pois é sempre assertiva e consegue intensificar os sentimentos que as cenas querem levar ao público, de uma maneira que poucas conseguem. 

O resultado é o filme mais fluido e de maior qualidade artística de toda a série. Todos os acertos foram elogiados pelos fãs e críticos especializados, afinal, não é fácil encontrar falhas na execução do projeto. “Prisioneiro de Azkaban” tem e sempre terá um grande espaço no coração de fãs e admiradores de Harry Potter, que sempre citam o descontentamento por o diretor ter dirigido apenas esse filme.

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Estudante de Relações Públicas, baiano, gay, fascinado por tudo que envolve criatividade, relações interpessoais e cultura pop. Aficionado por Taylor Swift e toda a aura que envolve suas obras, leitor voraz e criador de conteúdo por natureza.

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