Patti Smith escreve sobre nada e fala sobre tudo em “Linha M”

15 de maio de 2016

Depois de “Só Garotos” a companhia das Letras trouxe “Linha M” da escritora e cantora Patti Smith para o Brasil e apensar de não ter lido o primeiro livro eu fui corajosa e me aventurei na leitura de “Linha M” em mais uma das minhas viagens Curitiba – Blumenau e nem reparei quando já tinha chegado na rodoviária de tão entretida no jeito despretensioso de Patti Smith de escrever sobre nada.

Com a voz de Patti Smith cantando um cover de Smell Like Teen Spirit eu começo a escrever a resenha de um livro que foi uma experiência incrível. Meu interesse por Patti Smith nasceu no dia do seu aniversário. Mesmo eu não sendo a louca dos signos, a data de aniversário das pessoas sempre me chamou a atenção. Quando eu era uma adolescente com uma camiseta da Janis Joplin com acesso ao computador  eu passava meu tempo descobrindo novas bandas e descobrindo a data de aniversário dos cantores. Patti faz aniversário em 30 de dezembro, eu no dia 29 de dezembro.

Patricia Lee Smith foi uma das vozes femininas mais fortes na época punk do rock n’roll. Com seu album Horses, ela trouxe uma voz e força feminina para o cenário que sempre esteve tão cheio de homens inconsequentes.

A poeta, escritora, compositora e mulher Patti Smith nos conquista por sua voz e personalidade. Que ainda hoje permanecem fortes 69 anos e maravilhosos cabelos brancos. Em turnê com seu livro “Linha M”, Patti nos mostra com uma narrativa sincera e nada vitimista que até mesmo os astros do rock já sonharam em ser donos de um pequeno café onde as pessoas podem ir conversar e escrever seus poemas pela manhã.

Ao decorrer de “Linha M” você descobre mais sobre a mente cheia de aspirações e vontades de Patti, conhece mais sobre suas influências e vai ser abarrotado por referências e recomendações, como 2666 de Roberto Bolaño.

Do fim do mundo da América até os cafés na Rússia, Smith vai nos levar por suas aventuras para nos mostrar antes de qualquer coisa o quanto devemos simplesmente nos jogar em algumas situações, mesmo que elas nos levem a um hotelzinho para assistir mais alguns episódios de séries policiais. Para quem gosta de Patti Smith, é mais uma aventura sem volta pelo seu mundo que pode dizer muito mais para seus leitores, do que a própria autora imaginou. De vez em quando, é muito bom ler sobre nada.

ISBN-13: 9788535926934 | ISBN-10: 8535926933 | Ano: 2016 | Páginas: 216 | Editora: Companhia das Letras

Antes de completar 21 anos, Patti Smith, a “poetisa do punk” mudou-se para Nova York, onde conheceu Robert Mapplethorpe, seu companheiro e amigo de muitos anos. Patti ganhou reconhecimento nos anos 1970 por sua fusão revolucionária de poesia com rock, e seu disco Horses, tido como precursor do punk, é considerado um dos cem melhores álbuns de todos os tempos. Ela gravou uma série de discos e publicou livros de poesia como Babel e Auguries of Innocence. Em 1973, Patti expôs seus primeiros desenhos. Em 2008, a Fundação Cartier de Paris fez uma grande mostra com fotografias, instalações e desenhos da artista.

{ Esse livro foi enviado pela editora Companhia das Letras para resenha no blog. Em compromisso com o leitor, sempre informamos toda forma de publicidade realizada pelo blog

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Baci ;*

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