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[Resenha] Chagas da Condenação de Victor Miranda | @EditoraDracaena

E o Rio de Janeiro continua lindo…

Nenhum carioca esperava que zumbis truculentos invadissem seus lares naquela madrugada de quarta-feira. Os que sobreviveram não imaginavam que lugares considerados como refúgios eram na verdade tocas de vampiros sedentos por sangue. E boa parte dos que ainda assim conseguiram fugir não esperavam que fossem farejados por ferozes lobisomens.
Em um ambiente pós-apocalíptico na sua forma mais extrema, é introduzido o sarcástico Bento Batista, um homem aparentemente desequilibrado que se diverte com o rumo que a história tomou, tendo poucas preocupações no seu dia-a-dia, como o “amor” de sua vida, jogar vídeo-game e conseguir uma das maiores raridades daqueles tempos: uma jovem atraente. Mas o destino impõe barreiras para que ele não consiga viver da maneira que tanto deseja, forçando-lhe a se unir com as criaturas mais malignas, desprezíveis e patéticas de todo aquele inferno, segundo a sua própria concepção: outros seres humanos. Em uma narrativa bem-humorada com um desenvolvimento pouco convencional para o tema, Chagas da Condenação mostra de maneiras simples o quão importantes são os pequenos momentos da vida, mesmo se você tem de conviver diariamente em um Rio de Janeiro devastado com criaturas do inferno que querem matar você.

Daryl é passado… se o Apocalipse Zumbi finalmente chegar eu quero estar ao lado de BENTO!
É difícil saber por onde começar, falar de Chagas da Condenação é difícil pelo simples fato do livro ser ousado ao ponto de me fazer rir e me apaixonar pelo personagem mais filho da puta que eu já conheci. E me desculpe antecipadamente pelos palavrões durante a resenha, o Bento aprovaria.

Eu tinha muita vontade de ler livro, o autor gosta de Chuck Palahniuk, então vocês já sabem minha opinião. E se a minha curiosidade já não era grande o bastante… o autor ainda colocou no livro uma frase de uma das minhas bandas preferidas: Motörhead

You know I’m born to lose, and gambling’s for fools, But that’s the way I like it baby, I don’t wanna live forever!

Chagas da Condenação me surpreendeu. Eu achava que iria gostar do livro, mas não achei que eu gostaria TANTO! Victor conseguiu juntar tudo que eu gosto em um livro só. Personagens machos, mas machos mesmo!  (… e não esses personagens sentimentalistas baratos), zumbis e zumbis mesmo… não zumbis que se curam com amor, e o Brasil como cenário principal.

Eu não entendo muito esses autores que escrevem seus livros em outros lugares, se o livro foi de literatura fantástica tudo bem… mas porque não aproveitar todo o cenário Brasileiro para escrever? Depois não adianta dizer que a literatura Brasileira não é valorizada… né gente?

Mas vamos voltar ao livro. Aqui temos Bento e BENTO É O CARA! Eu não consigo descrever o quanto me apaixonei por esse personagem. Um lobo solitário, que esconde uma mente sensata e um coração bom no fundo. mas só lá no fundo. Um eterno cafajeste, daqueles que as mulheres amam e depois se odeiam por gostar tanto. E o melhor de tudo no Bento. UM GAMER.

Eu sempre fui uma menina que adorou video-games, como a única menina da família se eu quisesse fazer parte das brincadeiras dos meninos eu tinha que acabar me juntado a jogatina. Vencendo campeonatos de Mortal Kombat em noites de sábado e dias inteiros correndo do Nêmesis ou voltando no tempo em Prince of Persia. Não é a toa que acabei virando uma apaixonada por gamers…

O livro tem personagens bem característicos de “fim de mundo”, mas o que me surpreendeu foi como Victor deu seu jeito para cada um, um jeito tão inusitado que no final do livro você tem que dar risadas e dizer… cara é ISSO!

O livro é divertido, um pouco masculino demais, acho que muitas leitoras não vão gostar do jeito até as vezes grosseiro do Bento de falar. Talvez se você ache que ser romântico e fofo, brilhar e beijar zumbis seja normal… Bento não vai ser muito sua cara. Mas se você acha que Daryl Dixon é seu par perfeito e Tyler Durden poderia andar por ai e ser sua alma gêmea.. talvez você vá gostar de conhecer um pouco mais sobre esse tal de Bento.

Um livro de poucas páginas que você não vai querer largar. Tem seus defeitos, ninguém é perfeito. Mas não são coisas sérias. Você consegue ler o livro muito bem sem problema algum, mas muitas e muitas vezes vai querer saber mais sobre os personagens, talvez mais detalhes sobre os personagens, o livro é muito direto ao ponto. Sem enrolação. Um livro rápido e direto.

Também não temos muitas explicações sobre como surgiu Zumbis que fazem le pakour, Vampiros que me lembraram comensais da morte e Lobisomens com força descomunal no mundo. Eu só… queria saber como tudo começou e invadiu o Rio de Janeiro e o mundo.

Mas pense por um lado… as vezes deixar as coisas subentendidas é melhor do que apresentar ao leitor uma explicação sem sentido ou que não convença. E depois de tudo isso o livro ganha 4 xícaras de cerveja bem gelada para o Bento 😉

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