Menu
Literatura

[Resenha] Conan o Bárbaro de Robert E. Howard | @GeneraleED

Pela primeira vez, o público brasileiro terá a oportunidade de apreciar o único romance escrito por Robert E. Howard, criador do personagem Conan, o bárbaro. Neste livro, também são publicados três contos inéditos: “Além do Rio Negro”, “As negras noites de Zamboula” e “Os profetas do Círculo Negro”. O leitor se deliciará com narrativas épicas, repletas de reviravoltas e de personagens complexos, guerreiros, batalhas espetaculares, piratas, monstros saídos dos golfos da noite, belas mulheres e feiticeiros, que irão hipnotizá-lo do início ao fim do livro. Conheça as histórias que inspiraram gerações de leitores, escritores e roteiristas, e que também serviram de base para o filme Conan, o bárbaro. Leitura obrigatória para apreciadores de literatura fantástica e do gênero espada & feitiçaria.

 

A maioria aqui, se não todos, quando se fala de Conan vem a mente imagem do Arnold Schwarzenegger sem camisa, com tanga de texugo, segurando uma espada. E para mim, durante anos e anos essa foi única referencia de Conan que eu tive.

Foi muito tempo depois que eu fui descobrir que Conan era muito mais que simplesmente os filmes, que existe todo um universo que permeiam varias mídias, contos, livros e quadrinhos. Mas nunca me interessei tanto no personagem a ponto de querer vê-lo fora do cinema.

Apenas mais adulto que fui saber da existência do Robert E. Howard, criador do Conan, saber mais do universo que ele criou, suas influencias e quem ele influenciou no mundo literário.

Também soube mais sobre o personagem Conan, o Cimério que não era apenas um batedor sem mente, mas sim um guerreiro inteligente. E o interesse para começar a ler os contos cresceu, mas nunca parei para procurar os contos.

Conan o Bárbaro, trazido pela editora Generale foi uma ótima opção para que eu pudesse começar a ler a obra do Robert E. Howard, que além de trazer o único romance escrito pelo autor, traz outros três contos inéditos no Brasil.

A hora do Dragão, já começa com o Conan perdendo o reinado de Aquilônia, possui bruxarias antigas, conspirações, poderes desconhecidos, mulheres e muitas batalhas, basicamente tudo que eu esperava de uma historia sobre o Cimério.

Mas além disso tudo, eu vi um Conan inteligente, um Rei, que quer retomar ao poder, não por que ele quer poder, mas sim pelo bem de seu povo que esta sofrendo. Em 1935, Howard escreveu um livro onde o protagonista prega liberdade religiosa, prega a liberdade em geral, escreve sobre um homem que é contra invadir e dominar outros povos, um homem com um código de honra, mas que mata sem pensar duas vezes quando necessário.

Além de uma sensacional historia de espada e magia, na verdade espada e magia na sua mais pura forma, pois foi Robert E. Howard o responsável por definir o gênero, temos personagens complexos, algo que eu não estava esperando em uma historia do Conan.

 

Os outros contos, Além do Rio Negro, As negras noites de Zamboula e Os profetas do Círculo Negro, contam outros pontos da vida do bárbaro, com a mesma excelência do romance, podemos ver o Conan lutando contra canibais, xamãs do mal, magos negros e resgatando uma donzela em perigo.

Os contos foram ótimas historias curtas do Conan e  me deixaram com vontade de ler mais sobre o Bárbaro.

Toda a edição brasileira, com o romance, os contos, além de uma introdução Alexandre Callari e o  prefacio pelo Roy Thomas, responsável durantes anos pelas publicações do Conan na Mavel, são uma excelente forma de começar a ler as historia do Cimério.

Única coisa que deixa a desejar, na minha opinião, é a capa. Eu entendo o motivo, mas nunca gostei quando a capa do livro é a “capa” do filme. Mas isso é coisa de nerd chato e não interfere em nada no grande conteúdo do livro,

1 Comment

  • Nano Fregonese
    6 de junho de 2013 at 17:10

    Conan é demais!!! Vale ler os 2 volumes de “Conan, o Cimério”… em especial pela personalidade e pelo senso próprio de honra do bárbaro.

    Gosto da ideia de que não se discute bem x mal, mas sim valores muito particulares que podemos concordar ou não, porém que inegavelmente fazem sentido dentro da lógica de Conan.

    “A Rainha da Costa Negra”, que, salvo engano, está em “Conan, o Cimério Vol II” é uma das melhores (talvez a melhor) histórias dele e traz um diálogo que explica com crueza o que é Conan!!!

    Que filósofos de braços finos divaguem sobre questões de vida e ilusão. Conan vive, Conan mata, Conan ama… e isso lhe basta.

    Reply

Leave a Reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.