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Literatura

[Resenha] É Hora de Falar de Helen Lewis | @BertrandBrasil

Edição: 1
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528617962
Ano: 2013
Páginas: 224
Tradutor: Milton Chaves

Helen Lewis, jovem estudante de dança em Praga durante a eclosão da II Guerra Mundial, é levada para o gueto de Terezín e, depois, deportada para Auschwitz. Separada da família, ela vive em meio à carnificina da Solução Final de Hitler. Como e o que fez para sobreviver é uma história emocionante, contada com humor, franqueza e alguma raiva, mas sem dar espaço para a autocomiseração. Em É Hora de Falar, Helen mapeia as profundezas do Inferno, arrebatando-nos com uma obra de arte irrepreensível. Ao nos guiar por um terreno repleto de pesadelos apavorantes, ela não pisa em falso. Seu tom permanece sereno; seu estilo, simples. Mas essa forma de expressão esconde o martírio de sua necessidade de recordar.

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É Hora de Falar de Helen Lewis foi um dos livros que ajudou 2013  a se fechar com chave de outro como o ano das leituras maravilhosas.
Quem acompanha o blog  há algum tempo já deve ter percebido algumas coisas sobre mim, e duas delas são: 1º eu adoro livros sobre a segunda guerra mundial, um dos meus períodos históricos preferidos, pois tudo aquilo deve ser lembrado para jamais ser repetido e 2º eu nunca tenho medo de comprar livros da Editora Bertrand, pois eu muito, mais muito raramente mesmo me decepciono com as publicações deles.

Em 2013, eu li muitos livros da Editora Bertrand, principalmente pelo motivo de: eles publicam alguns escritores desconhecidos que são incríveis. Depois de O Homem Visível e Mais Escuro que a Meia Noite, É Hora de Falar entrou para a lista dos meus livros preferidos de toda a vida.

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A história aqui contada é real. É a história de uma sobrevivente. De alguém que viveu todos os mal tratos da guerra e sobreviveu dançando pela vida para contar hoje, a nós que tivemos a sorte de nascer depois de tudo o que significou para aquelas pessoas os anos em que Hitler estava no poder da Alemanha.

Helen é uma exímia contadora de histórias. Ela sabe como fazer sua própria biografia ser cativante, contando fatos realmente interessantes, curiosos e que fazem essa história ser única da sua maneira. Nenhum fato é desnecessário, e você pode perceber pelo tamanho do livro que Helen se perdeu realmente nos detalhes importantes, contando uma história breve que durou todos os anos da guerra. Levando a pequena dançarina até a mulher que publicou suas memórias em 1992.

O livro é doce, sutil, emocionante e triste com as suas verdades incontestáveis. Ele te deixa com um sentimento nostálgico incurável e durante todas as páginas você vai sentir como se estive sentado na sala de estar de Helen tomando um chá enquanto ela te conta todos esses momentos e seus nuances.

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A edição segue o padrão Bertrand com uma capa simples e que conquista logo na primeira passada de olho na estante. Um livro indispensável para quem gosta de histórias verídicas sobre esse período tão marcante da história do mundo.

About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

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