[Resenha] Lucifer e o Martelo #1 de Satoshi Mizukami | @editorajbc

31 de agosto de 2014

SinopseYuuhi era um simples universitário como outro qualquer… Até o dia em que aparece um lagarto em seu quarto pedindo para que salve “o mundo da aniquilação vil”. Sem que haja tempo de recusar o pedido, é dado ao Yuuhi um anel e poder, e ele terá de enfrentar o primeiro inimigo! Yuuhi não é páreo para o inimigo e a sua morte estava certa, mas quem aparece para salvá-lo é a sua vizinha, a jovem Samidare! Começa aqui a história que paira no liame entre o cotidiano pacífico e um mundo cheio de mistérios! 

“É o maior boneco de barro do feiticeiro”

Quando recebi o volume 1 de “Lúcifer e o Martelo” fiquei bem curiosa. Com um título desses, eu não poderia esperar nada menos que um mangá meio nonsense. E eu estava certa, ele é realmente fora da casinha. E genial.

Logo no começo há uma nota do autor, Satoshi Mizukami, em que ele avisa que o senso de humor e costumes japoneses podem soar meio estranhos para nós aqui do Brasil, então é pra gente relevar e ler numa boa, sem muita frescura (e isso faz toda a diferença, viu?).

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A história gira em torno de Yuuhi, um universitário solitário que recebe a visita de um lagarto falante, que pede ajuda para salvar o mundo. Fim.

Oi? Lagarto falante? Salvar o mundo, quê?

Pois é, logo de cara você já recebe esse balde de loucura na cara. Mas tudo bem, pega um tempo pra se acostumar com a ideia. O próprio Yuuhi faz isso; quando Sir Noi (o lagarto) aparece sobre a cama do rapaz, avisando que o mundo tá ferrado e que precisa da ajuda dele, a reação de Yuuhi é a mais natural possível: ele pega Noi pelo rabo e o joga janela afora.

Durante todo o volume é deixado bem claro que Yuuhi não está nada feliz com essa coisa toda de bichos que falam e mundos em perigo. Aliás, para ele, o fim do mundo nem é uma ideia tão ruim assim.

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Entretanto, Noi (que aparentemente é o personagem mais pé no chão da história toda) insiste que é dever de Yuuhi ajudá-lo a salvar o mundo, pois ele é um cavaleiro destinado a isso. Inclusive, há mais cavaleiros por aí, além de uma princesa, e teoricamente falando, seria função de Yuuhi achar essa galera toda e proteger a princesa.

Digo teoricamente, porque na realidade é a princesa que o salva quando o primeiro inimigo aparece. Yuuhi não tem muitas habilidades em confrontos, então é a magrela Samidare que dá um pau no monstro de barro, moldado pelo feiticeiro que quer destruir o planeta.

Falando em monstros de barro, em determinado momento é mostrado a Yuuhi um imenso martelo de barro (imenso mesmo, ocupa grande parte do céu). É com este martelo – que apenas aqueles que realmente querem ver, conseguem ver – que o inimigo pretende acabar com tudo.

Até aí tudo bem (?), nosso protagonista ainda não está muito convencido a ajudar Sir Noi e a princesa. É aí que acontece a grande reviravolta. (Não sei se é spoiler, mas vamos lá, se você não quer estragar a surpresa, pule o próximo parágrafo).

A princesa Samidare quer que Yuuhi a ajude a destruir o martelo gigante de esmagar a Terra, porque ELA quer destruir a Terra.
POIS É.

Isso dá a Yuuhi a motivação que ele necessitava para embarcar nessa maluquice toda. É ele quem apelida Samidare de “Lúcifer de Saias” – e aí você entende o título do mangá.

A partir daqui, Yuuhi, a princesa e Lord Noi seguem nessa aventura cheia de diálogos engraçados e com aquela safadeza velada que vários mangás sempre apresentam. É divertido ver Lord Noi desesperado, sendo a voz da razão do grupo, e também passamos a sentir compaixão por Yuuhi, ao notar como sua vida foi difícil.

Lúcifer e o Martelo é um sucesso do autor, e muito se fala (bem) dele lá no exterior. Há diálogos que de tão absurdos se tornam engraçados – como aquele em que Noi comenta sobre algo que aconteceu na cena anterior, como se ele realmente soubesse que aquilo tudo é um desenho.

A gente vê Yuuhi tendo reações verdadeiras às situações. Não é como em outras histórias em que o protagonista aceita tudo com alegria. Yuuhi não. Ele foge, ignora e até cogita pedir ajuda psicológica ao perceber que sua nova companhia é um réptil falante.

É um mangá que realmente vale a pena acompanhar.

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Nº Total de Edições: 10 volumes | Formato: 13,5 x 20,5 cm | Páginas: cerca de 200 + 04 a 08 coloridas (varia de acordo com o original japonês)  | Preço: R$ 13,90

Nota4/5

Comprar: Livraria Saraiva

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  1. Já tinha ouvido falar deste mangá, mas nunca me enteressei por lê-lo, mas depois desta resenha, me pareceu ser bem legal, então darei uma conferida.

  2. Caramba, eu estou me tornando fã desse blog, e suas resenhas são ótimas, e esse mangá é demais, acredito que foi um dos melhores que já li, não vou falar muito pra não dar spoilers, mas ele é bem mais que aparenta ser, não fica tão claro nesse 1ª volume, mas acho que como Oyasumi Punpun, ele é quase de leitura obrigatória pra quem curte mangás, mas sou suspeito em falar, pois sou fã do Satoshi, rs.

    1. owwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn ?
      È muito bom saber que você está curtindo o blog. A resenha da Clarie ficou maravilhosa!

    2. Leia sim, é bem divertido, vale a pena! 😀

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