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Literatura

[Resenha] O Começo de Tudo de Robyn Schneider | @novo_conceito

Sinopse: O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social.
Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz.
Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?
O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.

” Em que me transformei em consequência da minha tragédia pessoal?”

Se eu precisasse resumir esse livro inteiro em uma só palavra seria: imprevisível! Ao ler a sinopse é fácil imaginar que esse é só mais um livro Young Adult, em que a história gira em torno de um romance proibido de colegial, mas ao virar as primeiras páginas do livro percebi que ele seria bem mais que isso.

O Começo de Tudo é o romance de estreia de Robyn Schneider, autora norte americana, atriz que vive em Los Angeles e está em todas as redes sociais imagináveis. Ela escreve com uma doçura única, uma mistura entre John Green e Nicholas Sparks que acabou dando certo.

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“Como sempre, ela me deixava querendo mais e imaginando como seria se eu conseguisse.”

 A narrativa se passa em um colégio de uma cidade pequena nos Estados Unidos, e conta a história de Ezra, – eu amo esse nome – adolescente que vive a espera da sua própria tragédia e se encontra no dilema entre ser quem realmente é e quem ele acredita que deveria ser. A história é leve faz você pensar na vida e se questionar sobre até que ponto somos quem realmente sentimos vontade de ser e sobre tudo que fazemos para agradar as outras pessoas. É aquele tipo de história que te deixa com vontade de saber o que acontece depois do fim. A autora não entrega uma conclusão, ela te deixa imaginando.

“Você vê? Você só está descobrindo isso agora, mas eu descobri há muito tempo que, quanto mais esperto você é, mais tentador é deixar as pessoas te imaginarem. Nós nos movemos na vida dos outros como fantasmas, deixando memórias assombradas de pessoas que nunca realmente existiram”.

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A narrativa é simples e o livro é extremamente fácil, cheio de citações e metáforas que te fazem querer viver uma tragédia – como a de Ezra Faulkner – só para poder usar esses pensamentos por ai. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o modo com Robyn apresentou os personagens, fugindo do óbvio e do convencional. Os “nerds” –  que geralmente são apresentados como feios, sem amigos e vida social – nessa narrativa, são “pessoas normais” que vão a festas, viajam e namoram. Eu, particularmente, me apaixonei pela maioria dos personagens coadjuvantes e fiquei morrendo de vontade de ser amigas deles também.

“As palavras podem nos trair se forem mal escolhidas, ou significar menos se forem usadas em exagero.”

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A autora trata situações do dia-a-dia dos personagens com uma sensibilidade incrível e faz você se sentir parte da história. Ela usa pensamentos de grandes autores e traz referencias de livros como O Grande Gatsby – tem como não amar?
Apesar da storyline ser interessante, o livro só começa a te prender na leitura depois alguns capítulos. O começo é cansativo e repetitivo, mas vale a pena insistir na leitura porque o desenvolvimento e o desfecho da história são surpreendentes.  E O Começo de Tudo vai, com certeza, te deixar com uma enorme ressaca literária e com a vontade inevitável de pensar sobre a vida.

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Edição: 1 | Editora: Novo Conceito | ISBN: 9788581633930 | Ano: 2014 | Páginas: 288

Nota: 4/5

Comprar:  Saraiva | Travessa

Fotos e ediçãoAnna Schermak  | Nas fotos: Amanda

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autoresROBYN SCHNEIDER é escritora e atriz. Ela passou a adolescência em uma cidade parecida com a que serve de cenário para O Começo de Tudo. Formou-se em Escrita Criativa e em Ética Médica. Robyn vive em Los Angeles, mas também vive na internet. Você pode encontrá-la no YouTube, no Twitter, no Facebook, no Tumblr, no Instagram…

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8 Comments

  • Marina Creplive
    15 de abril de 2014 at 09:35

    Foooooofo <3

    Reply
    • Amanda Paes
      16 de abril de 2014 at 13:53

      ???

      Reply
  • Luana
    15 de abril de 2014 at 10:19

    Oieee, Amanda. Bem vinda ao Pausa da Anninha!! Não vi na resenha a nota (1 a 5) que deu ao livro? Vc´s não vão mais fazer esse tipo de classificação??
    Gostava quando tinha nota para:
    capa
    diagramação
    história
    etc.

    Beijão!!
    Amo seu blog Anna!!
    Sucesso, Amanda!

    Reply
    • Anna Schermak
      15 de abril de 2014 at 10:25

      Oi Florzinha vai ter sim 😉
      É que a Amanda esqueceu de me enviar, mas vou atualizar o post com a nota!

      Reply
    • Amanda Paes
      15 de abril de 2014 at 10:44

      Olá Luana! Muito obrigada!
      Esqueci mesmo de mandar as notas, mas já já estou enviando para atualizar o post 😉

      Reply
      • Luana
        5 de Maio de 2014 at 18:45

        Obrigada lindas, vc´s são uns amores!
        Beijos!!

        Reply
  • Mariana
    15 de abril de 2014 at 13:12

    Gostei da premissa porque sou tipo Ezra ahsudhauishdia
    Sempre penso na tragédia. OMG

    Reply
  • Isabella Pina
    9 de dezembro de 2014 at 14:40

    Acho uma graça esse livro! Foi uma jogada genial da Robin não dar uma conclusão comum, me deixou pensando nos personagens por um bom tempo, ainda mais porque eles são ótimos, né? Me apaixonei pela turma do Ezra (a nova, não a dos populares, obviamente rs), porque são todos tão legais e normais, sem esteriótipos. Muito bom mesmo o livro e as suas fotos ficaram lindaaaas
    Beijo,
    Isa.

    Reply

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