[Resenha] O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu de Oliver Sacks | @cialetras

29 de agosto de 2014

Sinopse: O cientista e neurologista Oliver Sacks é também um excelente narrador, dono do raro poder de compartilhar com o leitor leigo certos mundos que de outro modo permaneceriam desconhecidos ou restritos aos especialistas. Em “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu” estamos diante de pacientes que, imersos num mundo de sonhos e deficiências cerebrais, preservam sua imaginação e constroem uma identidade moral própria. Aqui, relatos clínicos são intencionalmente transformados em artefatos literários, mostrando que somente a forma narrativa restitui à abstração da doença uma feição humana, desvelando novas realidades para a investigação científica e problematizando os limites entre o físico e o psíquico.

 O que sabemos é que ao se fecharem as janelas químicas, outro despertar aconteceu. O espírito humano é mais forte que qualquer remédio. E é isso que precisa ser alimentado por meio do trabalho, lazer, da amizade e da família. Isso é o que importa. Foi disso que nos esquecemos. Das coisas mais simples. – Oliver Sacks

 Se você me perguntar qual foi o melhor livro que li nesse ano até o momento, eu vou pensar muito! Motivo: Eu vou querer muito citar O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu de Oliver Sacks como meu preferido. Pois esse livro mudou muito a forma com que eu pensava sobre algumas coisas e principalmente, me lembrou algo que eu teimo em tentar esconder: Eu amo a ciência. Eu sou de exatas e não sei qual é o motivo pelo qual as humanas tentam me trazer pro clubinho. Só sei que o que habita o meu coração são as exatas. ? (disse a menina que passou em física, tentou engenharia de bioprocessos e biotecnologia e ficou orgulhosa do irmão quando ele falou que escolheu matemática industrial como curso para tentar vestibular.
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Fazia muito tempo que eu queria ler algum livro do Oliver Sacks. O Átila e o pessoal do Nerdcast falavam tanto sobre os livros dele nos podcasts de ciência que eu era obrigada a ler alguma coisa dele. Então, para começar, eu escolhi o clássico: “O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu” publicado pela editora Companhia das Letras. Que na minha opinião, tem a melhor edição do livro.

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Não estamos falando de um romance, mas ao mesmo tempo o livro mais conhecido de Oliver Sacks não deixa de ser um clássico. Trazendo a ciência de uma forma mais clara e simples, com uma linguagem mais fácil de ser compreendida pelo grande público ele se consagra por desmistificar uma informação que muitas vezes é prioridade de poucos. Conhecer ainda mais sobre doenças que afligem toda uma população e não apenas parte dela é algo louvável. Afinal, todo mundo corre o risco de ter uma das patologias citadas por Sacks durante o livro.

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O livro é quase separado em “contos”.Ele relata vários casos clínicos de pessoas com danos no hemisfério direito do cérebro. Oliver conta as histórias de como descobriu que o paciente sofria daquele caso específico e como era a vivência do mesmo.

“Na maior parte dos casos, as alucinações não são evidência de loucura. Quando emoções extremas estão envolvidas, qualquer um pode alucinar” – Oliver Sacks 

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Este é um livro que provavelmente você nunca vai se arrepender de ter lido. Ele consegue trazer tantos questionamentos e clarezas para a sua vida que não importa se você é apenas um leigo apaixonado pelo assunto ou um profissional graduado. Oliver Sacks vai conseguir te prender e seduzir com essas histórias com uma boa escrita, narrativa e conhecimento sobre o assunto.
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Eu já disse antes, mas continuo afirmando: a edição da Editora Companhia das Letras é a mais bonita (que eu já vi) desse livro. Vale a pena pelo efeito da jacket de plástico com o título do livro. É um amor.  Agora… boa leitura!

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Edição: 1 |Editora: Companhia das Letras | ISBN: 9788571646896 | Ano: 1997 |Páginas: 270

Nota: 5/5

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12431326750795GO médico e escritor inglês Oliver Sacks nasceu em 1933, em Londres, sendo filho de um casal de físicos. Formou-se como médico em Oxford e no início da década de 60 mudou-se para os Estados Unidos da América. Neste país estudou em regime de internato em São Francisco e, posteriormente, frequentou neurologia na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Em 1965 foi viver para Nova Iorque, onde se tornou professor de neurologia na Escola de Medicina Albert Einstein, professor assistente de neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque e consultor de neurologia numa instituição de caridade. Com a publicação de Enxaqueca, em 1970, iniciou uma brilhante carreira de escritor. Os seus livros, escritos desde 1970 e traduzidos para mais de vinte línguas, tornaram-se campeões de vendas e ganharam diversos prêmios em todo o mundo, sendo utilizados em aulas nas universidades. Inspiraram também artistas de diversas áreas culturais. Mas Sacks notabilizou-se também pelos seus escritos na Imprensa, tanto generalista como especializada em medicina.
Oliver Sacks é membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras, da Academia Americana de Artes e Ciências e da Academia das Ciências de Nova Iorque

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  1. Oliver Sacks <3 ESTOU COM MUITA VONTADE DE LER AIIIIIII essa resenha hahahaha
    Estou lendo "Os Luminares" e antes de ler ainda pensei nesse livro, to quase parando minha leitura pra começar essa hahahaha

    Beijos

    1. Fico muito feliz que tenha gostado da resenha. Eu amei o livro <3

  2. Caramba, me deu vontade de ler agora, indo por na lista do Skoob… 🙂

    Eu sou bem fascinado por essas questões sobre cognição, distúrbios mentais e sonhos. Acho demais como tem tanta coisa que acontece por baixo dos panos da “realidade comum”, e conhecer e aprender mais sobre essas formas diferentes de ver tudo ao redor. Mesmo que seja bem agoniante pensar ser alguém com algum distúrbio na mente…

    1. Dá medo de ter algum sabe? Eu realmente tenho muito medo de ter algo. Mas é realmente bom ler esse livro, é tipo assistir documentário na Discovery. Você termina de ler e até se acha especialista!

      1. É meio que nem assistir Parasitas Assassinos. Eu saio com medo de encostar em qualquer coisa, e acho que to pestiado :p . Mas até certo ponto tem que se assistir com uma imparcialidade, a maioria dos documentários eu acho.

        Mas é importante saber que sempre vão ter pessoas pra ajudar, em qualquer seja o problema. Vendo casos tipo do Robin Willians e outros de depressão, dá uma pena. Pois deve ser muito desolante, ainda mais que muita gente não vê o problema como ele realmente é… :/

  3. Faz tempo que esse livro está na minha lista de desejados, mas é bem difícil encontrar para troca (estou tentando não comprar – muitos – livros). Bom ver mais uma resenha positiva dele!

    1. Oi Tami, vale a pena! Já procurou no estante virtual? Lá você pode encontrar por um preço mais razoável.

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