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Literatura

[Resenha] O Homem Que Venceu Hitler de Marcio Pitliuk | @gutenberg_ed

[quote]Duas famílias, duas perspectivas e uma situação histórica: o Holocausto. Narrada por personagens que viveram um dos mais dramáticos acontecimentos do século XX, fatos reais e fictícios se mesclam nesta obra para reconstruir histórias de vidas em meio à intensa e devastadora invasão do exército alemão nazista à Polônia. O prestigiado escritor e cineasta Marcio Pitliuk resgata aqui a saga de personagens marcados por encontros, desencontros e reencontros, em que o amor, a traição, o ódio, o medo e a dor se cruzam, para refletir sobre os significados da tolerância e do preconceito. Baseado em depoimentos reais de sobreviventes do Holocausto, Pitliuk constrói uma narrativa em que intercala ficção e episódios autênticos, em ritmo cinematográfico. Um thriller com profunda fundamentação histórica, que prende a atenção do leitor com recursos estéticos como flash backs e descrições factuais minuciosas. O romance abre as portas para conhecer, por uma perspectiva literária, muito além do que já foi registrado sobre quem viveu a tragédia do Holocausto.[/quote]

Antes de começar essa resenha eu só queria fazer uma coisa: Bater palmas de pé para Marcio Pitliuk por essa obra. *imagem o som das palmas*. Simplesmente eu virei fã!

Eu realmente não esperava encontrar tanto conteúdo em um livro com tão poucas páginas. Esperava mais uma história entediante e que com certeza eu iria gostar apenas por falar sobre a segunda guerra mundial, mas só. E foi completamente ao contrário…
Eu simplesmente me emocionava mais e mais durante o passar da história. Foi um livro que não cansou nenhum ponto a leitura e ainda assim trouxe um conhecimento histórico sobre o período da segunda guerra que me acrescentou muito.

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Espere apenas a verdade de O Homem que Venceu Hitler. O livro cumpre exatamente o seu papel. O de não fazer o leitor esquecer de algo que aconteceu e que nunca devemos esquecer. E só isso já me fez levar o livro ao nível épico de favoritismo.
As guerras e conflitos pelos quais a nossa humanidade passou precisam ser lembrados, para que isso nunca mais volte a acontecer. Nós precisamos reconhecer esse tipo de situação. Precisamos viver alerta e sempre se lembrar o que isso pode resultar para a nossa vida. Se eu pudesse recomendar um livro sobre a segunda guerra para alguém com toda certeza seria esse.

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O Homem que Venceu Hitler é indicado para todos simplesmente por conter fatos históricos que irão te ambientalizar na história, mas por trazer histórias verídicas de sobreviventes do holocausto que além de te chocar, te fará em meio a todo caos acreditar na humanidade e no amor.

O importante aqui é saber que a vida pode ser cheia de percalços e desilusões. É fácil deixar de crer nos seres humanos que nos rodeiam, é fácil desacreditar de muita coisa hoje em dia em um mundo tão maluco sabendo da metade de coisas que os homens mais velhos já presenciaram.
Mas esquecemos de apenas uma coisa. Em meio ao caos, bem no meio do olho do furação existe gente de verdade que daria a própria vida para salvar o destino de uma criança. Isso nos faz acreditar no mundo. Mesmo que seja um pouquinho E Marcio faz isso.

Intercalando essa história fantástica à história dos personagens principais, Anna e Chaim vira apenas plano de fundo para discursar sobre o preconceito e a tolerância. Para nos mostrar o quanto estamos com os olhos vendados e somos vitimas do que a maioria das pessoas pensa ou acredita.

Um livro que com certeza você não vai ter o que espera. O autor não vai jogar elementos para te conquistar e te contar uma história bonita. Ele vai retratar um fato um tanto quanto chocante e te contar algo que realmente pode ter acontecido.

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Com uma diagramação normal, letras grandes e folhas amarelas, O Homem que Venceu Hitler leva 5 xícaras de café quentinho e eu me sinto eternamente grata por estar servindo café e não vodca para conseguir aguentar o livro.
Ele realmente é muito bom e está aprovadíssimo!

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About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

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