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Literatura Nacional

[Resenha] PDM de Stephen Wallenfells | @BertrandBrasil

Sinopse: PDM apresenta a história de dois adolescentes que lutam para escapar de um ataque alienígena. Alternando a narrativa entre a voz de Megs e a de Josh, o autor revela ao leitor o quanto a humanidade é capaz de lutar pela sobrevivência e como os seres humanos podem acabar se mostrando inimigos ainda mais perigosos do que os invasores desconhecidos.
Inicialmente pensado para ser volume único, o livro conquistou tantos admiradores ao redor do planeta que Wallenfels entregou há poucos meses a continuação. Segundo o próprio autor, o segundo vai chocar ainda mais os leitores. Hoje, PDM já passou de vinte edições lançadas.

” As buzinas se confundem com as sirenes. Um homem tropeça e cai no chão. Os carros passam por cima do pobre coitado como se ele fosse um quebra-molas. Grito para que os carros parem, mas ninguém me ouve.”

Sempre quando eu termino um livro muito bom eu fico me perguntando o motivo que me levou a ficar tanto tempo longe dessa leitura tão fantástica. E com PDM não foi diferente! O livro me surpreendeu muito, e mostrou mais uma vez o motivo pelo qual eu amo a ficção científica e acredito que ela deveria ser mais explorada na literatura!

PDM é um livro que trata a ficção científica como desculpa para discutir o quanto o ser humano pode ser o maior problema do planeta terra. O livro já começa com uma frase bem interessante. Eu tirei foto dela para que vocês possam ver e compreender que não é só um livro de ficção científica sobre uma invasão alienígena. Dane-se esse fato. Vamos discutir algo muito mais interessante: O quanto podemos nos transformar em monstros.

Eu sou uma pessoa maluca, mas provavelmente uma vez no dia eu penso em como o mundo vai acabar, se vai ser com uma invasão alienígena, ou se eu vou estar viva para ver Deus voltar. Eu não sei… mas tenho medo disso, e não pelos grandes desastres que podem suceder a esse acontecimento. Mas pelo que aconteceria com as pessoas…

Eu já falei aqui o quanto gosto de Piada Mortal por trazer a tona o que um dia ruim pode fazer com uma pessoa. Aqui, em PDM nós temos uma sequencia de dias ruins que vão levar as pessoas a cometerem atos estremos para sobreviver e proteger aqueles que elas amam.

Eu gostei muito de PDM e muito mesmo. Pois ele é real… você sabe que em situações assim não existem felizes para sempre. Não existem histórias perfeitas. É um monte de problemas que acontecem como se não houvessem amanhã… e muitas vezes pode não ter mesmo.

A história também tem outro ponto muito positivo: Não tem muitos cenários. Como a história é curta isso te ajuda na hora de imaginar e também a se familiarizar com os lugares e personagens.

Se eu fosse citar um ponto fraco, seria a forma com que os alienígenas são tratados na história. Algo podia ter realmente acontecido. Ficou muito “sem explicação” pro meu gosto. Eu queria uma consequência maior, mas um 2º volume poderia justificar isso, não que realmente precise. Mas sei que algumas pessoas vão reclamar bastante disso.

Agora aproveite algumas fotos para conferir como o livro está lindo!
Ps: O livro é contado por dois personagens diferentes, então o livro muda a cada capítulo para fontes diferentes. Essas duas fontes acabam se tornado padrão e te ajuda a reconhecer quando muda o ponto de vista dos personagens.

Edição: 1 | Editora: Bertrand Brasil | ISBN: 9788528619584 | Ano: 2014 | Páginas: 280

Nota: 4,2/5

Comprar: Saraiva | Livraria da Folha

literariocastMora em Washington, onde trabalha como diretor de marketing. POD é o seu romance de estréia. Quando tem tempo livre, ele gosta de jogar ténis, squash, raquetebol, basicamente tudo o que envolve bater em uma bola com uma raquete. Acima de tudo, gosta de passar tempo com sua esposa e meu filho.

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About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

3 Comments

  • Thais - Amiga da Leitora
    28 de Maio de 2014 at 13:59

    Nossa, sabe que eu tbm tenho medo disso, de como o mundo poderia acabar e de estar presente no momento #Aloka
    Eu gosto bastante de filmes com essa premissa, apesar de alguns me causarem arrepios o suficiente para não querer assisti-los de novo. Mas dentro do mundo literário só tive essa experiencia com ‘Filhos do Fim do Mundo’, e não gostei muito da narração, então acabei pegando trauma. Porém devo confessar que sua resenha me deixou bem animada e curiosa por PDM!

    xoxo
    http://amigadaleitora.blogspot.com.br/

    Reply
    • Anna Schermak
      28 de Maio de 2014 at 14:02

      Eu amo Filhos do Fim do Mundo, então cuidado na hora de ler PDM, você pode não gostar muito do final dele Thais 😉
      Ele é mais um livro “sem muitas explicações” pra deixar o leitor continuar a história 😉

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  • Nicolas Ueda
    28 de Maio de 2014 at 14:21

    Acho que na maioria das obras de apocalipse/pós-apocalipse, seja lá qual for o causador, o tema que acaba sempre mostrando maior potencial é o próprio mal humano. E realmente na maioria dessas obras, a ameaça evidente nem é o melhor da história, as vezes até é irrelevante na verdade.

    Acho que em obras de zumbis, alienígenas, monstros, etc.. existe um certo distanciamento e escapismo por parte dos autores. É muito mais fácil pensar em um culpado externo por nosso cataclisma, do que a nós mesmos.

    Uma das histórias pós-apocalípticas que mais gosto é o filme A Estrada, pois justamente deixa o causador do caos de lado, e traz a tona justamente as relações e conflitos humanos, sem lenga lenga.

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