[Resenha] Piada Mortal (Edição Especial de Luxo - Ed. 1) de Alan Moore e Brian Bolland | Panini - Seu site sobre Literatura e RPG

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[Resenha] Piada Mortal (Edição Especial de Luxo – Ed. 1) de Alan Moore e Brian Bolland | Panini

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Sinopse: Em A piada mortal, Moore explora a psicologia de Batman, Coringa e do comissário Gordon. Todas as tramas paralelas apresentadas no gibi acabam tendo Gordon como seu referencial e é o comissário que concentra a maioria das perguntas que surgem após a leitura da revista. Afinal de contas, se basta um “dia ruim” para levar a sanidade de uma pessoa, porque o mesmo não aconteceu com Gordon? Porque é que Wayne se transformou no Batman, aquele ex-comediante no Coringa e o comissário escapou ileso?

“Não precisa terminar assim, não sei o que tirou você dos trilhos, mas quem sabe? Talvez eu tenha estado lá também. Talvez eu possa ajudar”.- Batman.

Vocês estavam tão ansiosos com essa resenha quanto eu. E por isso não vamos nos demorar, vamos apenas dizer que eu estou muito feliz de finalmente poder ter essa edição na minha estante, linda, perfeita, de capa dura e para sempre!

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A nova edição da Panini têm a mesma estrutura e conteúdo de sua última publicação pela editora, porém temos uma mudança importante. A edição atual foi recolorida pelo artista Brial Bolland, (originalmente a GN foi colorida por John Higgins). Só que Bolland não ficou só nas cores. Ele aproveitou para retocar alguns detalhes da obra e alterar alguns pequenos detalhes.  E isso ficou perfeito.

Quando eu li A Piada Mortal pela primeira vez eu estava em um sebo, sentada esperando a hora passar com várias obras em volta de mim. Eu ainda não curtia Super-Heróis e se você assistir esse vídeo, vai ter a explicação do motivo de “não curtir” super-heróis. Mas li e me encantei com cada olhar do Coringa, e o poder que aquela história trazia.

Eu nunca fui muito fã do Batman, assim como a maioria dos “mocinhos”, mas eu amo os seus vilões. Eles sim, são interessantes e me convencem das suas loucuras e vontades, e nada. N-A-D-A é tão convincente quanto o Coringa em A Piada Mortal.

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A história desenvolve muito bem os personagens para chegar até a grande sequencia final que é (para mim) a melhor sequencia de quadros de uma hq. Ela não precisa dizer nada para mostrar o que ela caminhou durante toda a narrativa para construir e destruir.

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A Piada Mortal mostra um Batman cansado, alguém que quer colocar um fim nisso de uma vez por todas, pois ele não aguenta mais ter que “salvar o mundo toda noite” do Coringa. Tem um momento específico onde ele está conversando com seu fiel mordomo e fala que algo como “Quando ele está preso eu fico pensando em quando ele vai conseguir fugir, quando ele foge eu fico pensando em o que ele vai fazer”.  Nesse momento você percebe que ele não sabe o que precisa fazer, mas com toda a certeza vai fazer algo.

A hq é muito centrada na ideia de “um dia ruim pode mudar toda a sua vida” e isso é muito interessante, pois não sabemos quem realmente somos ou o que somos capazes de fazer até algo que realmente seja impactante em nossa vida mude o nosso destino.

Quando eu falo algo brincando, minha mãe sempre pergunta: “Você teria realmente coragem de fazer isso?” e minha resposta padrão sempre é a mesma: “Eu não sei quem eu vou ser amanhã, ou o que a vida iria fazer comigo, sei que agora, nesse instante, eu não seria capaz. Mas e se alguém estivesse ameaçando minha mãe, ou meu irmão? Eu nunca sei… Nem consigo imaginar.“.

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E isso é o que torna A Piada Mortal uma viagem sem volta. Depois de lê-la, ficamos presos em um mundo de “e se” e não conseguimos voltar ou até mesmo julgar.

É claro que o Coringa é doente e nenhum de seus atos devem ser copiados, mas o que levou ele aquilo, você consegue entender? Consegue pensar ou transportar para a sua vida?

Não é algo fácil, mas é o que experimentamos ao ler A Piada Mortal, é igual quando você entende o Hannibal quando descobre o que fizeram com ele quando criança. Um dia ruim, pode mudar toda a sua vida.

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A edição está linda, capa dura e confesso, gosto muito mais da colorização do Brian Bolland. Ela combina muito mais com o estilo que eu gosto e os tons ficaram visualmente muito mais bonitos para essa “carga psicológica” que a história tem.

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Editora: Panini Comics| ISBN: 8573515473 | Edição: 1 | Páginas: 84 | Dimensões (A x L x P): 26,00cm x 17,00cm x 1,00cm

Nota: 5/5

Comprar: Livraria Saraiva R$19.90

Autor britânico de histórias em quadrinhos. Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional.
Porém, Moore começou a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.
Alan Moore trabalhou em 1979 para a revista semanal musical Sounds.
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