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Séries 101 – Referências

Boa tarde! Yep, voltei. Agora de férias e com 99 episódios atrasados para assistir (eu nem estou zoando, são exatamente 99 mesmo). Pra alegrar vocês resolvi fazer alguns posts chamados ‘Séries 101’.

Mas Carol, wtf is 101? Bom, é que as classes básicas nos EUA são numeradas com 101, como por exemplo “História 1.01”, o que quer dizer módulo 1 capítulo 1. Bom, agora que vocês entenderam a ideia, minha proposta aqui é falar sobre algumas coisas que eu considero fundamentais para uma série, desde aquelas coisas que garantem qualidade até aquelas que garantem sucesso.

Pra abrir esse assunto eu escolhi as referências. Convenhamos, a televisão em cores já existe há cerca de 59 anos, e em todo esse tempo foram produzidos conteúdos diferentes e inovadores. Nada mais normal do que as séries de hoje citarem e reutilizarem coisas do passado.

Tenham em mente que isso não é o mesmo que plagiar ou continuar na ‘mesmice’, quando eu falo em referências eu quero dizer citações e links úteis pra série. Um exemplo é como séries nerds continuamente citam Buffy. Faz sentido uma série de nerds para nerds citar Buffy ou Firefly, são outros produtos televisivos que foram ícones da sua época e estão presente no repertório de qualquer nerd que se preze.

WWBF quer dizer “O que Buffy faria?”, e essa cena na imagem é de Supernatural.

As referências também servem pra segmentar, separar o público. Você não espera que alguém que abomine fantasia assista Game of Thrones, ou que alguém que abomina música assista Smash. São pontos de segmentação. Você pode muito bem segmentar só o mínimo, só que isso reduz o número de referências que tu pode usar sem ofender o espectador, se ele não entender a piada por que não tem isso no seu repertório ele vai ficar desconfortável. Não segmentar garante público pra série, mas um público menos fidelizado, por assim dizer. Grupos com repertórios semelhantes se unem em torno de séries, livros e filmes favoritos, e tendem a resistir muito quando alguma dessas coisas tem chances de ser interrompida ou cancelada.

Aqui eu toquei num termo importante: repertório. Tem vários significados, claro, mas aqui eu to jogando mais com a pegada que me ensinaram em Publicidade: o conjunto de toda sua vivência, conhecimentos e coisas que você gosta. Uma boa série, além de falar com o espectador como um nicho (nerds, meninas adolescentes, adultos, donas de casa e etc), fala com esse espectador como indivíduo, criando um vínculo com ele através de coisas que ele gosta.

Game Of Thrones em Bunheads

De uma maneira mais lúdica, começar a assistir uma boa série com referências bem feitas é como conhecer alguém simpático e divertido e descobrir que essa pessoa gosta das mesmas coisas que você. Por exemplo, eu gosto MUITO de Supernatural. Nunca abandonei a série, sou completamente viciada e já vi cada episódios pelo menos umas cinco vezes.

Mas aí tu me pergunta “por que diabos tu continuou vendo depois da quinta temporada?” ou “como você assiste isso, é uma bosta?” (fique claro que eu discordo, eu acho que Supernatural é uma série que apresenta uma qualidade muito grande, maior do que muito teenage TV show por aí). Bom, eu continuo revendo SPN (vou abreviar por que né) por que além de ser a primeira série que eu me viciei, o que já gera um certo apego, eu aprecio a maneira com que eles usam as referências na série. Os personagens da série são cheios de referências que vão desde música pop até filmes de terror trash, o que é algo com o que eu me identifico.

É isso que uma boa série tem que fazer com as referências, é pra isso que esses anos de TV estão aí, para que os roteiristas e produtores busquem referências que criem uma relação de identificação com o espectador. É como atendimento em uma loja: se é bom você volta, se não você nunca mais aparece por lá. Se a série usa as referências bem, o público vira fã, se não a série é cancelada.

Compilação das referências de Firefly em Castle. (em inglês e sem legenda, sorry ._.)

No final das contas acaba ficando na mão dos roteiristas e produtores, usar referências pode desagradar quem não entende elas, mas normalmente quando você entende aquela piadinha que ninguém mais entendeu seu ego se sente bem. Mas essa relação fãs-séries é história pra outro texto.

 

Digam aí embaixo o que acharam, se vocês gostam de referências ou não!

About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

2 Comments

  • Kelry Caroline
    26 de março de 2013 at 23:23

    Oi Carol, confesso que não sou muito fã dessas series meio “geek” , mais a que chamou mais minha atenção foi Game of Thrones.

    Reply
  • Kátia Macedo
    23 de abril de 2013 at 13:19

    Pois somos duas, até hoje sou muito apaixonada por SPN, não tem jeito os Winchesters me cativaram a muito tempo e as referencias são perfeitas. Para mim é a melhor coisa do personagem Dean, se não tivessem as referencias dele, ele não seria Dean e claro Pie, Beer e Burger que acho que tá impregnado nele kkkkkkk Se deixar passo o dia todo falando dele *-* Adorei o post e as referências de Bunheads são muito boas tbm, claro né, a personagem Michelle é “quase” uma Lorelai!!

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