9

Results

Tag

jogos

Videogames são arte?
Videogames são arte?

Uma discussão antiga, porém, que ganha maior relevância com o passar dos anos. Se no passado foi banalizada, hoje já não pode ser mais ignorada e, aqueles que o fazem, provavelmente estão mergulhados em sua própria ignorância ou conservadorismo. Os videogames podem ser considerados uma forma de expressão artística?Jorge Coli, em seu livro “O que é Arte” de 1995, argumenta que “dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única”. De fato, não é fácil descrever o que seja a arte, pois ela evoca sentimentos e estes, inequivocamente, são manifestações subjetivas. Não é possível afirmar que é arte algo que não manifesta nada em mim, certo?Não necessariamente. No mesmo livro, o autor argumenta que a arte existe e é nomeada como tal através do discurso em volta dela. Todos nós sabemos que a Mona Lisa, Guernica, A Divina Comédia ou Vênus de Milo são obras de arte em suas respectivas áreas de importância. Nós simplesmente “sabemos” que são pelos discursos seculares em volta dessas obras. Contudo, para algumas pessoas, não passam de pinturas, escritas ou meros tratados de gesso que qualquer pessoa poderia fazer, o que nos leva a um segundo ponto sobre a arte: contexto e referência....

Respire fundo, e mergulhe no RPG nacional
Respire fundo, e mergulhe no RPG nacional

Recentemente uma tsunami atingiu o RPG nacional. Mas o que eu quero dizer com isso? Nós do meio estamos acompanhando tão de perto que talvez não compreendemos a ótica de novos jogadores ou de quem regressa depois de muito tempo. Editoras brasileiras conseguindo trazer nomes consagrados para nosso mercado como Dungeons and Dragon, ou arrecadando mais de meio milhão de reais para financiar um título nacional como foi com Tormenta 20. Para mais outros projetos do audiovisual como Desaventureiros e Skyfall estão sendo premiados e financiados.A produção de jogos não acaba por aqui, estamos nas prateleiras das escolas como A Bandeira do Elefante e da Arara e levantando pautas importantes como o feminismo em Goddess Save the Queen. E sem esquecer de títulos que abordam questões mais introspectivas  como amadurecimento pessoal, liberdade e amizade, como em Travessias, Áureos e Karyu Densetsu. Ou os mais minimalistas que apostam na criatividade dos jogadores, como Mini....

[Games] Um pouco sobre E3 – O dia em que a Nintendo dominou
[Games] Um pouco sobre E3 – O dia em que a Nintendo dominou

É o quarto ou quinto ano que acompanho a E3 por um Stream. Alguns momentos memoráveis, como quando foi a apresentação da Sony nocauteando a da Microsoft com a história do “como se desfazer dos seus games” no ano passado ou quando a apresentação da Ubisoft foi uma das melhores no ano retrasado. Também passei por sufocos, como a conferência de 3 horas da Sony do ano retrasado que foi um tédio só. Isto é, já estava um porre e eles estavam mostrando o Wonderbook pela primeira vez havia uns dez minutos. Minha internet caiu e só voltou meia hora depois. Deparo-me ainda com o diacho do Wonderbook. O resultado desse periférico tosco foi um dos flops da década.

Para este ano em específico, eu não havia criado nenhuma expectativa para a E3. Talvez um dos anos cujo clima pré-E3 foi um dos mais monótonos possíveis, tanto que só fui me lembrar dela uns dois dias antes.

Enfim. Segunda-feira, dia 10, foi o primeiro dia. Estava preocupado de não conseguir pegar alguma coisa útil das conferências por estar no meio do serviço, mas consegui abrir uma aba marota e assisti à primeira conferência, Microsoft.

Olha, fazia tempo que não presenciava uma conferência tão ruim. No mesmo nível da Microsoft do ano passado. Até achei engraçado a própria postura da empresa, tentando corrigir a do ano passado – que foi focada em... Televisão – com “Vocês querem games? Então toma esses games de uma vez”. Mas sério. Foi errado começarem com um DLC de Call of Duty: Advanced Warfare. Um DLC de um jogo que ainda nem foi lançado. Sinto falta de um tempo longínquo em que jogos futurísticos tinham armas futurísticas doidas e que quebram as leis da física.

Eles então dão continuidade com Forza Horizon 2... O que também foi um porre, uma vez que é um jogo de corrida em 30fps, o que não passa de jeito nenhum alguma sensação de velocidade. E sempre seguindo a norma de um “novo conceito de gameplay”, que, de novo, nunca tem porra nenhuma. Em seguida, um tal de Evolve, mas é genérico ao nível Halo.

Logo depois veio Assassin’s Creed Unity. Até admito que eu seja uma putinha para Assassin’s Creed. (Em ordem de preferência Brotherhood>IV>II>III>I=Revelations). O problema é que todo santo gameplay de Assassin’s Creed é igual. Eu até me empolgo, mas falando sério, não deveria.

Aí vem Dragon Age: Inquisition. Sério, deveriam levar para a Inquisição a própria EA por insistir nessa franquia de merda. O primeiro jogo até tinha potencial, mas o segundo foi a maior enganação da história. Copy/Paste tremendo. Além disso, é um jogo feio. Uns modelos de monstros que pareciam ter sido ripados de algum jogo de PS2. Um horror.

Sunset Overdrive é o único jogo que realmente me interessou. Parece até um Scout: The Game (em referência à classe de Team Fortress 2). O problema vem quando você descobre que era um jogo totalmente diferente e foi a EA que definiu os moldes daquilo. E que a EA consegue estragar absolutamente tudo que toca. É tipo um Rei Midas inverso. Tudo que toca, vira bosta.

...