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Literatura Nacional

[TrolandoD20em20] Tin Machine

Eu estava tranquilo de férias quando pensei… Putz! A coluna do Pausa para um Café dessa semana! E agora? O que eu escrevo? Pensei… Pensei… Pensei… E não cheguei a porcaria nenhuma. Claro, eu poderia fazer um post genérico, mas não é o meu estilo.

Aí me lembrei das dificuldades em mestrar. Assim como eu não consegui pensar em algo especial para escrever aqui hoje, muitas vezes, você chega em um ponto de bloqueio na mesa de RPG. Você não faz a mínima ideia do que fazer. Claro, existe sempre o ato de deixar os jogadores agirem aleatoriamente pelo mapa, mas não é assim que uma narração deveria funcionar.

E tem sempre a questão da procrastinação. Você fica enrolando e enrolando e a porcaria da campanha não vai pra frente. Ela vira um MMO, com os jogadores caçando bichos aleatoriamente. Tem uma hora em que a campanha irá inevitavelmente acabar travando.

A solução que eu dou é o simples espairecimento. Pular uma sessão de jogo não mata ninguém (afinal ninguém joga mesmo – ok, piadinha idiota). Junta o grupo para assistir a algum filme ou fazer qualquer outra besteira. Tanto eles quanto você, como mestre, vão refrescar a mente e ter alguma ideia nova a partir daí.

A minha campanha atual veio depois de assistir ao primeiro Piratas do Caribe. Acontece que ela é uma Space Opera. É, as ideias surgem de qualquer lugar e podem não fazer sentido mesmo.

É basicamente o que eu disse no meu texto anterior (que por sinal, é bem menos enrolão do que este). Nada cai do céu ou aparece do nada. Você é o que você consumiu. Você processou tudo, transformou. Quando você sai por aí pra tocar a zona, seu cérebro tem material novo para processar e, de lá, talvez surja um lapso em que a continuação da campanha está montada.

Vale lembrar que jogar tudo fora para começar de novo não é algo impraticável. Claro, você não pode alterar assim do nada o que já se passou em uma campanha. Mas se você pretendia alcançar um final X e está tendo dificuldade para alcançá-lo, mude a porcaria do final. Refaça-o. E comece a abrir infinitas pontas para que talvez você tenha algum material para seguir em frente. Errar, repensar e refazer faz parte do processo criativo. O seu cérebro não é unidimensional, uma linha reta em que segue apenas um sentido. Brinque com as possibilidades, reveja o que foi escrito anteriormente. Em resumo: Trabalhe.

Eu aqui, para escrever esse texto xexelento de meia lauda demorei umas três ou quatro horas. O tempo de escrita em si foi curto, mas teve infinitos intervalos em que eu ia jogar videogame, ficava navegando pela internet e até ia caçar material de RPG antigo para ter uma ideia de como continuar e encerrar esse treco. E sim, eu já fiz textos melhores também. Preciso me esforçar mais aqui.

P.S.: Depois de terminar o texto, lembrei-me de uma música da banda Tin Machine em que a letra é justamente sobre isso, sobre a pressão de ter ideias a todo o momento. Em específico, me refiro aos versos ““Raging raging raging/Burning in my room/C’mon and get a good idea/C’mon and get it soon/I’m waiting on the fire escape/I’m not exactly well”. A música se chama Tin Machine mesmo, para quem tem interesse. E que também virou o nome deste texto também por falta de outras opções aos 45’ do segundo tempo.

 

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