YUNGBLUD e a renascença do punk pós Brexit

YUNGBLUD e a renascença do punk pós Brexit

Yungblud (ou Dom) tem apenas 21 anos, mas após a votação do Brexit sentiu que a geração de seus avós estavam roubando dos jovens um futuro promissor. A partir disto, não conseguiu ficar calado e pegou sua guitarra, seu caderno e começou a cuspir toda sua raiva com relação à política de Londres. Ele quer viver num mundo em que possa se casar com um cara sem ninguém julgá-lo, e que mulheres tenham direitos sobre seus corpos e possam fazer aborto de forma segura.

Dom é uma das figuras que está recriando o punk rock como forma de crítica social para os holofotes misturando rap, ska e uma boa guitarra. Após a música 11 MINUTES, que compôs com Halsey (com feat do Travis Baker do Blink 182) chegou o momento de dar a ele sua devida atenção.

Queer com TDAH, Dominic sempre foi a ovelha à margem do rebanho e passou anos tomando ritalina, até decidir largar o medicamento. Com sua personalidade extrovertida e seus pensamentos rápidos, fica difícil entender como uma história sobre sua infância se transforma – do nada – em um papo filosófico sobre jovens conquistarem seu poder dentro da sociedade. Este é Yungblud, fluxos de pensamento que conseguem envolver política, críticas à gentrificação, identidade de gênero, saúde mental e assédio contra as mulheres.

Uma de suas músicas que mais gosto e recomendo é “I love you, will you marry me?” escrita como crítica aos relacionamentos que seriam separados por conta do Brexit, fazendo um paralelo a Romeu e Julieta – “mas dessa vez com adidas, sneakers e cigarros”.

BÔNUS: Ele e Halsey fizeram um cover de I’ll Follow You Into the Dark do Death Cab For Cutie que ficou simplesmente MARAVILHOSO. Se você curte Death Cab, não se preocupe, a versão está demais e você pode assistir abaixo:

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Anastácia Ottoni
Anastácia Ottoni

Autora do livro Entrecortes e Editora Chefe da @CalicariZine. Tenho 28 anos e orgulho de ser LufaLufa. Além da obsessão pela obra de H.P Lovecraft e criação de baratas de Madagascar, tenho um lado fofinho (juro) que ama K-Pop e tudo o que engloba o universo geek. Aliás, Bae > Bay.

1 comment

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  1. Gabiberries

    30 de março de 2019 at 18:18

    Nossa, nunca tinha ouvido falar dele, mas amei! Já estou seguindo no spotify. O mundo está precisando de artistas que falem sobre os problemas da sociedade, como o bom punk rock costumava fazer. Que refrescante!

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