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[RESENHA] TOMB RAIDER (2013)

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Hoje é o dia de mais um lançamento ser resenhado por aqui. Tomb Raider voltou e Lara Croft, como não poderia deixar de ser, está presente. O novo game da Square-Enix em pareceria com a Crystal Dynamics surpreendeu e deixou boas impressões. Vamos ao que interessa?

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Para quem acompanhou as viagens arqueológicas da mais amada personagem feminina dos games no passado sabe o que pode encontrar nesse reboot, mas ainda assim se surpreenderão.  Além de uma melhora absurda nos gráficos, Lara conseguiu mudar seu estilo. Agora existe uma mistura mais profunda de aventura, suspense e até mesmo terror. “Ai meu Deus, lá vem esse menino falar de outro jogo de terror?” … não, o jogo não é de terror, mas possui elementos que podem causar arrepios vez ou outra. Portanto, esse não é um jogo pesado como Dead Space 3, mas também não deve ser visto como os anteriores da franquia Tomb Raider. Vamos tentar entender o porquê… 

O novo jogo serve como prelúdio e também como recomeço para a franquia. Ele traz a heroína ainda jovem, em sua primeira grande expedição arqueológica. Com uma equipe liderada por seu padrinho e mentor Roth, Lara vai em busca das ruínas da deusa japonesa do sol Himiko. Durante a viagem algo acontece e o navio acaba naufragando. Lara acorda em meio à chuva, com o som do mar e destroços a sua volta até que de repente leva uma pancada na cabeça e desmaia. Depois disso ela desperta em um lugar muito estranho, iluminado por velas, com desenhos e rabiscos nas paredes e corpos pendurados. Pois é, o clima tenso vem desses lugares fechados, dentro de cavernas. A partir daí Lara começa a lutar por sua sobrevivência e vai atrás de seus companheiros.

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Algumas novidades são muito bem-vindas ao game. Na franquia Tomb Raider algumas ferramentas sempre estiveram presentes. Uma delas é a coleta de relíquias, que permanece intacta. Porém, alguns acréscimos foram feitos para dar mais recheio ao jogo. Agora, além de relíquias, nós podemos encontrar diários que nos colocam bem a par da história e também outros pequenos itens que podem liberar troféus. Mas as novidades não param por aí. Nós precisamos caçar quando estamos machucados para poder recuperar energia. Podemos procurar em corpos de inimigos por comida e itens úteis, enquanto isso a pontuação de Lara cresce, deixando-a mais próxima de uma nova habilidade. Isso quer dizer que quanto mais matarmos, caçarmos e nos exercitarmos, ganhamos pontos de evolução para depois gastarmos com habilidades, que podem ser defensivas, ofensivas e voltadas para a sorte. Alguns exemplos são conseguir mais fragmentos em corpos pilhados, jogar terra na cara de inimigos e aumentar a barra de energia. E por falar em fragmentos, é outra novidade. Lara encontra algumas armas durante o jogo, tais quais um arco, uma pistola e uma metralhadora. Esses fragmentos encontrados, que podem ser ferro, tecido, etc. podem ser utilizadas para melhorar as armas. Podemos melhorar a resistência de Lara ao puxar a corda do arco, demorando mais tempo segurando-a ou diminuir o coice da metralhadora.

O que me preocupa nisso tudo é que essas novidades não são apenas na franquia Tomb Raider, porque fora dela é algo já presente há muito tempo. Tudo o que eu mencionei, com uma pequena diferença aqui e ali, apenas em detalhes, está presente em outras franquias. Antigas e recentes. Onde anda a criatividade desses caras? Enfim…

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Tomb Raider também apresenta uma espécie de instinto de sobrevivência que a faz emitir um sonar e enquanto permanecemos parados o cenário fica em preto e branco, depois pontos amarelos aparecem, indicando as interações do jogo e seu objetivo. Ou seja, basta apertar um botão para o jogo lhe mostrar o caminho a ser seguido e os objetos que importam no cenário. Tá molezinha demais hoje em dia, hehehe…

A jogabilidade do game ficou ótima. Os comandos estão respondendo muito bem, sem atrasos na hora de saltar e se pendurar pelo cenário. Isso corrobora o não travamento nos consoles, principalmente no PS3 que tem um histórico duvidoso quanto à plataforma para desenvolvimento. Mas isso provavelmente está rodando liso assim apenas por terem diminuído drasticamente as texturas, a definição e etc. do game. Isso é perceptível mesmo em tela grande. Em alguns momentos, quando o cenário ganha amplitude e detalhes, perdemos definição e o foco deve ser o que está a nossa frente. Se ficarmos olhando a nossa volta, para apreciar todo o resto, acaba rolando uma confusão. Eu cheguei a ficar tonto logo no início.

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O positivo do game está nas mudanças. Mesmo não sendo revolucionário são elementos que estendem a experiência e proporcionam uma imersão maior. Outro ponto que adorei foi a utilização de arco e flechas. Também adorei o clima stealth.

O negativo foram os cenários pesados que causam estranheza quando os detalhes são intensificados. Principalmente nas florestas e com a chuva. Felizmente é só. Depois de uma hora jogando nos acostumamos. Mas quando me lembro o que fizeram com Uncharted 3 penso que esse Tomb Raider poderia ter ficado com um gráfico bem melhor. Montem uma engine descente!

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Na minha opinião o jogo vale a pena. Principalmente para quem era fã de Lara Croft. As mudanças, tanto em jogabilidade quanto em estilos e gráficos, foram muito positivos. Existe o pequeno problema dos cenários e performance gráfica, mas são apenas detalhes distantes comparados ao game como um todo. Portanto eu indico a todos que queiram um jogo de aventura com uma pitada de tensão.

Infelizmente não foi dessa vez que resenhei um jogo voltado para um público mais esporádico, mas eu chego lá. Aguardem!

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CONFIRAM ALGUMAS IMAGENS DO GAME

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