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Literatura Nacional

[Games] Fantasmas na Máquina

A essa altura do campeonato, muita gente já deve ter prestigiado o COD: Ghosts, mas será que acreditam mesmo nos fantasmas?

Não vou falar dos modos do jogo (você pode conferir o review aqui), mas sim da expectativa que muitos, asism como eu, tiveram sobre o  novo game da Infinity Ward. Eu esperava algo como MW3 ou Black Ops 2 – um jogo que inovasse tanto na campanha quanto, principalmente, no multiplayer. Um jogo com novos ares, desafios, formas de se jogar e melhorias que eram contantes a cada COD que saía todo santo outubro e que deixava milhões de gamers na fissura para mais uma partida. Não sei dizer se isso aconteceu com Ghosts.

No modo campanha, a história é a mais fraca da franquia e por sí só isso já é um baita downgrade. As fases são legais, bem elaboradas e interessantes, mas a história não traz aquela coisa tipo “UAU” e não te prende muito. Em um comparativo simples, em Black Ops, você estava numa sala de interrogatório, com uma sequencia de números pipocando na cabeça e cada lembrança era uma fase – coisa genial. Aqui, você joga sem compromisso ou interesse. ?

Já no multiplayer, ah, aqui minhas esperanças naufragaram. Sinceramente, eu esperava mapas dinâmicos, novos killstreaks, armas novas, roupas e acessórios customizáveis e uma infinidade de opções de jogo. Mas o que recebi  foi:

SAM_66731 – Customização: Que não me permite montar meu próprio patch nem alterar a cor da minha roupa, embora agora eu possa escolher entre um soldado homem ou mulher e sendo sincero, a menos que você esfaqueie alguém, você jamais vai saber se matou um homem ou uma mulher, tamanha a igualdade das skins.

2 – Mapas: São titânicos de grandes, tão grandes que tem gente reclamando online – e com pouca alteração de cenário; explodir um posto de gasolina não é nada fenomenal se a explosão se limita a derrubar a estrutura do posto e manter o mapa intacto. Eu esperava mapas mais dinamicos, onde o gameplay seria rápido e viciante, mas passo muito tempo correndo de um lado para o outro, procurando soldados inimigos em um jogo de 6×6 em um mapa gigante.

3 – Killstreaks reciclados e pouco divertidos: O maior trunfo de COD é, sem dúvida, seu modelo de killstreak. Matar ou cumprir objetivos para ganhar uma recompensa foi a melhor ideia em jogos FPS para jogos multiplayer. E como tudo, uma hora isso se esgota. Em Ghosts, erraram feio nisso de modo que, ao receber um killstreak alto (algo como 8 kills) a recompensa não é tão prazerosa como em BO2 ou MW3. Fica aquela sensação de esforço por pouca coisa e você desanima.

Houve poucas, mas boas, surpresas. Eu gostei do Field Operations – uma especie de bonus que você recebe dentro do jogo quando cumpre um determinado objetivo. São aleatórios e podem até mudar drásticamente o mapa quando acionados. Outra grata surpresa foi o novo modo online (que achei bem legal) Cranked – onde campers não tem vez.

Enfim, Ghosts dividiu opiniões (veja aqui a na discrepância entre usuários e crítica especializada) e não se firmou muito bem na franquia COD. Para mim, faltou alguma coisa. Não falei do lag aqui, mas ele, como o maior dos fantasmas da máquina, existe.

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