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“In the dream house, the boy listened for the monster under his bed.”

Do que você tem medo? O que te faz ter medo?
Essas duas perguntas parecem iguais, mas não são. As duas conduzem a respostas diferentes quando a gente olha pra dentro procurando respostas. O que me faz ter medo agora é diferente do que me fazia ter medo quando criança. Mas ao mesmo tempo, eu ainda tenho os mesmos medos que eu tinha anos atrás.

“O Menino que Desenhava Monstros” ou “The Boy Who Drew Monsters”  de Keith Donohue foi publicado em junho pela Darkside Books e junto com a proposta de deixar todos acordados a noite ou ter medo de abrir o guarda-roupa e olhar de baixo da cama, ele seguiu muitas decepções dos fãs assíduos do terror e horror que eu encontrei em resenhas na internet. Me perguntei durante algumas semanas o motivo. Pois eu tinha gostado do livro. E como em um passe de mágicas, eu encontrei a resposta em alguns desenhos.

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“Imaginary friends often leave without warning.”

“O Menino que Desenhava Monstros” não é sobre o que te faz ter medo, é sobre do que você tem medo.

Com uma narrativa lenta e construída com muita calma, Donohue deixa você tirar suas próprias conclusões, faz você ficar irritado com personagens, imaginar um milhão de desfechos, mas nunca realmente ter medo. Você pode segurar a respiração por alguns minutos e imaginar os monstros mais estranhos e assustadores sem tremer.

O que te faz perder o sono em “O Menino que Desenhava Monstros” é a concepção final de que o livro não é sobre medos comuns que imaginamos ter quando crianças. É a certeza de que monstros não estão mais dentro do guarda roupa ou embaixo da cama. É a revelação de que os monstros são mais reais e causam traumas que podemos nunca nos recuperar. 

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Este livro é uma forma de desculpas do destino em formato de livro de terror. É uma história bem contada como não sabemos lidar com situações que fogem do nosso controle. É como os adultos perdem a sensibilidade e como as crianças tentam sobrevivem enquanto destruímos tudo ao seu redor.

Você não vai levar sustos com esse livro, não vai ficar com medo de dormir com a luz acesa. Mas talvez você tenha medo de olhar os desenhos das crianças, talvez você tenha medo de olhá-las nos olhos, ou quem sabe ouví-las.

No final é mais um livro que conversa com a gente de forma individual e por mais lento que Keith seja para construir uma história, ele é um autor que sabe onde quer chegar, mas precisa que você preste atenção e pegue na mão dele, para que ele te conduza não apenas para dentro da história, mas para dentro de seus medos.

EDIÇÃO E EXTRAS

A Edição de “O Menino que Desenhava Monstros” da Darkside Books conta com capa dura, marcador de fita e uma diagramação impecável como sempre. Ao final do livro encontramos algumas páginas em branco para que possamos fazer um exercício de aprendizado. que nos levará a uma análise completa sobre nossos medos.

“O Menino que Desenhava Monstros” é uma boa pedida para uma tarde chuvosa de inverno com muitas cobertas e um pouco de coragem para olhar os seus próprios medos.

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ISBN-13: 9788594540010 | ISBN-10: 8594540019 | Ano: 2016 | Páginas: 256 | Editora: DarkSide Books

Keith Donohue é o autor do best-seller The Stolen Child, além de The Angels of Destruction e Centuries of June. Seus livros já foram traduzidos para mais de doze idiomas. O Menino que Desenhava Monstros chamou tanto a atenção do público que rapidamente teve seus direitos vendidos para o cinema. O autor, que tem Ph.D. em Inglês pela Catholic University of America, vive em Maryland. Saiba mais em keithdonohue.com.

{ Esse livro foi enviado pela editora DarksideBooks para resenha no blog. Em compromisso com o leitor, sempre informamos toda forma de publicidade realizada pelo blog

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Baci ;*

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