Filhos do Fim do Mundo é um daqueles livros que merecem virar um filme.

QUANDO AS CRIANÇAS DO MUNDO PARAM DE NASCER, UM REPÓRTER SE PREPARA PARA SUA ÚLTIMA MATÉRIA SOBRE O COMEÇO DO FIM DO MUNDO.

É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama.
Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré- apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.

Filhos do Fim do Mundo é o primeiro livro que recebi de cortesia da Editora Fantasy para resenhar para vocês (e sortear… tem um exemplar aqui esperando por um de vocês, logo mais conto como vai ser o sorteio!) espero que gostem  da resenha!

Eu não costumo esperar muitos dos livros, já me decepcionei tanto que ultimamente além de praticar o desapego literário também acredito na minha nova filosofia de vida literária. “Ler sem preconceitos, expectativas e opiniões alheias”. E acreditem, tem funcionado muito.
Com Filhos do Fim do Mundo foi assim. Eu estava muito ansiosa para ler o livro porque já acompanho o autor Fábio Barreto do site SOS Hollywood e do podcast RapaduraCast, mas não estava com altas expectativas, eu apenas li.

E me surpreendi do começo ao fim!

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O mais importante para se falar sobre Filhos do Fim do Mundo é que ele não é  um livro comum sobre o fim do mundo, e provavelmente ele não é nem um livro sobre o apocalipse. Ele é um livro sobre pessoas, sobre atitudes, ações, reviravoltas, crençacompreensão e luta.

Não venha abrir estas páginas buscando cenas grotescas com zumbis ou alienígenas com super naves espaciais. Abra Filhos do Fim do Mundo procurando aprender mais sobre si mesmo.

Aqui é inevitável os questionamentos, é impossível não parar durante a leitura simplesmente por embarcar em uma questão sobre a sua vida e a humanidade que você nunca pararia para pensar até chegar a acontecer.

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O que você faria em uma situação onde não se tem a certeza de que amanhã estará vivo?
Até onde você chegaria na busca por respostas… Quando chega a hora de simplesmente desistir? 

Precisamos nos questionar, viver fechado em um mundo onde tudo acontece online não nos permite questionar nossas atitudes no mundo offiline, vivendo dia após dia no automático não nos deixando tomar o controle de nossos atos, não conseguimos respirar sem nos lembrar que esquecemos de ler aquele post, que hoje foi publicado aquele vídeo no youtube ou que amanhã sai aquele podcast. E eu não estou reclamando, estou analisando fatos… sem internet eu não sei o que faria, escreveria livros provavelmente, mas como social media eu dependo da internet inteiramente para conseguir trabalhar. E por que estou falando isso? Porque Fábio Barreto me fez fazer uma pergunta muito importante… Uma única pergunta.

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Se o mundo estivesse prestes a acabar, o que eu… EU ANNA CAROLINA SCHERMAK FARIA? Escreveria uma resenha sobre mais um livro? Faria um tweet reclamando de algo ou simplesmente abraçaria minha mãe e meu irmão e faria de tudo para estar ao lado deles até o último segundo?

 Acho que todos já sabem a resposta… 

Na obra de Barreto encontramos personagens com personalidades bem definidas, personagens que se destacam pela sua escolha de vida, como o Padre, o Governador, o Blogueiro, o Capitão, o Chefe, o Repórter ou até mesmo a Fã incontrolável.  Características fortes e até um pouco previsíveis definem cada um deles, é fácil identificá-los e trazê-los para nossa realidade.

O livro precisa ser lido SIM! Mas sempre se lembre que não é só porque eu falei que precisa ser lido que você precisa idolatrar o livro. Encontrei dificuldade em entender algumas atitudes do personagem principal O Repórter, um personagem que enfrenta durante o livro inteiro uma guerra interior muito maior que o fim do mundo que está acontecendo a sua volta.
Achei as atitudes de nosso amigo repórter um pouco exageradas e a maneira como falava com o Padre seu amigo me incomodou dês do início. Isso talvez venha do fato da Anna aqui ser uma pessoa que acredita muito em Deus. E que fique claro… acredito em Deus, não obrigo as pessoas a acreditarem no que acredito. Esse ponto foi mais pessoal do que algo negativo em si do livro.

Outra coisa muito interessante no livro é que você  acaba se impressionando com a escrita, ela é praticamente frenética. PERDI PONTOS DE ÔNIBUS SIMPLESMENTE PORQUE NÃO QUERIA PARAR A LEITURA!!! Sim, sorte que sempre saio alguns minutos adiantada para ir trabalhar.

Com uma linda ilustração de capa e folhas amarelas Filhos do Fim do Mundo merece ocupar um lugar na minha estante de livros que tenho orgulho e 4,5 xícaras de limonada com açúcar do pote amarelo.

Fábio Barreto você ganhou uma fã. Um dia espero conseguir um autógrafo em meu exemplar, não tem como não se orgulhar de um trabalho tão bem feito e de um talento nato que você mostrou ter com Filhos do Fim do Mundo.
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Obs: O livro conta com prefácio de Jurandir Filho ( que chegou a me emocionar) e introdução de Affonso Solano.

Mas antes de chegar ao fim de nossa resenha só quero que uma frase do Barreto vocês tenham a oportunidade de levar com vocês… Uma frase que retratou toda a minha vida em uma linha.

“Desistir nunca foi uma opção”.