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Literatura

[Resenha] Hyperbole and a Half de Allie Brosh | @EditoraPlaneta

Sinopse: Em Hyperbole and a Half situações lamentáveis, caos e outras coisas que me aconteceram, a autora apresenta alguns dos textos mais lidos e comentados em seu blog e também muito material novo, inclusive histórias sobre seus cachorros, um deles aparentemente com leves problemas mentais, sua luta para lidar com a depressão e ansiedade que insistem em dominá-la, além de anedotas hilárias sobre sua tumultuada infância. Sim, Allie foi uma criança difícil, Talvez a mais difícil de todas. Por exemplo, uma vez ela comeu um bolo inteiro só de burra porque sua mãe a proibira. E ela também atazanou a vida da família quando ganhou um papagaio de brinquedo que repetia tudo – tudo – que ela queria. Inteligente, irônico e absurdamente engraçada o livro traz o estio inimitável de Allie nos textos e nas ilustrações, além de alguns de suas típicas reflexões que conquistaram o coração de inúmeros leitores.

Eu com toda a certeza sou esse meme e vocês só não descobriram ainda. – Anna

Eu favoritei, guardei no coração e me apaixonei pela forma engraçada, irônica e sem jeito de Allie tirar sarro de si mesma sem perder a graça, o charme a palhaçada. Hyperbole and a Half foi a forma divertida que eu encontrei para reparar os meus erros e pensar o que posso fazer para mudá-los (ou não) e me convencer de que as coisas não dão erradas só pra mim e não é somente a “Anna” que é um desastre completo do universo.

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Eu sou uma pessoa muito desastrada. E eu não estou falando isso de bonito, isso é realmente uma verdade. Eu consigo tropeçar nos meus próprios pés e cair na rua, consigo “cair para cima” em uma escada, bater a cabeça na maçaneta da porta do banheiro e cair de cima da mesa (pelo simples fato que eu tive a ~ brilhante ~ ideia de andar de patins em cima dela). Eu não sou uma pessoa normal ou mentalmente sã. Mas tem uma coisa que eu sou… Feliz.

Durante muito tempo eu demorei para me aceitar do jeito que eu sou. Eu falo demais, falo besteira, tenho a risada fácil (qualquer coisa me faz rir), confundo palavras e sou mais esquecida do que alguém que perdeu a memória, sou espontânea e depois me arrependo, e meu jeito de gostar é todo errado (ao olhos dos outros). E isso, meus amigos… Além de bullying desnecessário me levou a uma adolescência onde eu não me entendia e achava que realmente tudo. T-U-D-O. Era culpa minha.

Só que eu mudei, aprendi e consegui aos poucos rir e desistir de me preocupar tanto com coisas que estão fora do meu controle e fazem parte da “essência” do que  Anna é e não é algo que eu possa mudar simplesmente por aceitação de alguns indivíduos.  E hoje, com essa resenha, eu queria aproveitar para pedir uma coisa para vocês. É algo que pode demorar, não é fácil, mas muitos já conseguem. Que tal encontrar uma coisa que a primeira vista pareça ruim sobre você e que se você parar para pensar… faça você essa pessoa incrível e única que você é.

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Sei que divaguei demais. Falei mais de mim do que o próprio livro. Mas Hyperbole and a Half nós faz pensar enquanto damos risadas sobre as peripécias da vida para nos provar o quanto somos teimosos, egoístas e as vezes seres que não conseguem se entender ou compreender o motivo por fazer certas escolhas na vida.

Com ilustrações que nos fazem rir do seu estilo mal feito de propósito e o seu humor muito cruel o livro é mais do que “um livro sem razão sobre memes sem sentido”. Ele é um livro muito complexo e cheio de situações da vida real que te fazem pensar, ler, ter opiniões sobre vários assuntos e ainda sim se apaixonar. Afinal, a protagonista gosta de cachorros ???

Confira abaixo como é o livro colorido, fofo e engraçado que a Editora Planeta trouxe para nós!

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Gostou? Então confira o vídeo desafio que eu gravei para participar da brincadeira com a editora Planeta!

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Edição: 1 | Editora: Planeta do Brasil | ISBN: 9788542203073 |  Ano: 2014 | Páginas: 224
Nota: 5/5 
Comprar: Saraiva
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About Author

Criadora do @pausaparaumcafe, social media, formada em marketing, rata de biblioteca, intolerante à lactose e a pessoas de mau humor.

14 Comments

  • Mariana
    16 de abril de 2014 at 08:22

    Bom… Falo nads… meus amigos me chamam de “catástrofe e desastre ambulante”.
    Sobre sua proposta… ainda acho meio dificil de fazer.

    Reply
  • Raquel Moritz
    16 de abril de 2014 at 08:28

    Donna Anna-Cafézinho-Desastrada, OI 🙂

    Gostei da forma como você falou do livro. Olhando ele pelos teus olhos – e tuas experiências – deu pra ver o poder de um desenho, de uma historinha. Olha tudo que um monte de quadrinhos te fez pensar, ou pelo menos te fez falar aquilo que estava dentro de ti. Eu tbm tenho a risada fácil e sou levemente desastrada (já fui pior, já fui melhor, hj tento um meio termo, hahaha), e gosto do jeito que é. Tem coisas que são muito ~a gente~, e que se mudar deixa de ser a gente.

    Gostei do livrinho (especialmente da foto do BOOOOLOOOOO, aehuaeahue)e fico feliz que vc tenha curtido a leitura/divagação.

    Beijoca, moça! ?

    Reply
    • Anna Schermak
      16 de abril de 2014 at 15:52

      Raquelziz!
      Tudo bem lindona? Obrigada por sempre aparecer por aqui com sua graça <3
      A foto do BOOOOOOOLOOOOO é a melhor né? hehehehe Eu adorei ela, parece eu.

      Beijocas!

      Reply
  • Thaís
    16 de abril de 2014 at 10:31

    Anna-Desastre-Schermak! ahahahahahahaha

    As ilustrações desse livro sempre me agradaram e saber como você se sentiu ao lê-lo me deixou ainda mais feliz. Porque, convenhamos, parece ser um livro simples, mas é na simplicidade que conseguimos refletir ainda mais sobre nós mesmos.

    Beijos, sua linda! <3

    Reply
    • Anna Schermak
      16 de abril de 2014 at 15:51

      EU sempre falo que se fosse um personagem do Neil Gaiman, o meu nome seria Desastre. PQ OLHA! hehehehe

      Beijos lindinha <3

      Reply
  • Juliana
    16 de abril de 2014 at 11:01

    Annaaaa! Eu nunca diria isso tudo de você HAHAHAHA Tá vendo como a gente não conhece as pessoas! hehe.
    Você tem mó cara de… normal. HUAHUAHA mentira! 😀
    Esse livro parece ser só amor! Queria ele também! Parece ser muuuuuito divertido, hehehe.
    Cara, você é muito fofa e engraçada nos vídeos, e os conselhos pra Anna são demais! HUAHUA
    Não sei se eu conseguiria dar conselhos a mim mesma assim, iria ter que pensar muito, rs.
    Beijão! <3

    Reply
    • Anna Schermak
      16 de abril de 2014 at 15:49

      Então Ju! HAHAHAHAHAHA Não sou nada normal 😡
      Pareço alguém normal, mas tem horas que eu surto total.
      Só que ando mais séria ultimamente, aprendi a me comportar.

      Beijão linda!

      Reply
  • Rafaela Hübner
    17 de abril de 2014 at 10:36

    Ri muito das suas peripécias! De certa forma, me identifiquei. Nunca pensei em andar de patins em cima da mesa, mas achei uma ideia bem interessante hahaha
    É fácil demais cair na rotina do dia-a-dia e esquecer que até coisas pequenas podem trazer muitas risadas 😉
    Estou adorando a divulgação desse livro, parece super legal!

    Beijos
    Arrastando as Alpargatas

    Reply
    • Anna Schermak
      24 de abril de 2014 at 10:34

      Ande é legal \o/
      Só que perigoso demais hehehehhehe, cuidado!

      Reply
  • Tarcila Lima
    18 de abril de 2014 at 00:26

    Nossa como ja amei este livro de cara. Quero muito agora.
    A capa é fofa, tal como todo livro e parece bem divertido.
    Beijos

    Reply
  • Nicolas Ueda
    20 de abril de 2014 at 09:18

    Bom, primeiro de tudo, as minhas principais “Skills” que me definem são lentidão, preguiça e esquisitice, quase um Napoleon Dynamite da vida.

    Eu já tinha visto esse meme algumas vezes, mas só agora que acabei descobrindo mesmo que tinha uma história por trás. E realmente o traço parece até meio psicótico de tão irônico.

    E pra quem gosta de tirinhas, a minha favorita no momento é a Doodle Time da Sarah Andersen. Façam-me o favor e conheçam agora, para quem desconhece: https://www.facebook.com/DoodleTimeSarah?fref=ts

    Sou eu nessas tirinhas descrito.

    Reply

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